Aos 38 anos, Ronda Rousey tem negociação encaminhada para lutar Boxe em 2026 (Foto: Reprodução/UFC)
A possibilidade de um retorno de Ronda Rousey ao MMA voltou a ganhar força nos últimos dias após a ex-campeã peso-galo publicar vídeos intensos de treino nas redes sociais. No entanto, segundo a própria atleta, o aguardado evento do UFC na Casa Branca, previsto para junho de 2026, dificilmente contará com sua presença.
Em entrevista ao “The Lapsed Fan Podcast”, Ronda Rousey foi direta ao responder sobre a possibilidade de integrar o card histórico — ainda não oficializado pelo Ultimate, mas que já movimenta bastidores.
“Não vou lutar na Casa Branca. Quer dizer, depois de Mike Tyson ser a maior luta do ano (contra Jake Paul em 2024), você nunca diz nunca (para um retorno). Mas eu não vou lutar na p*rra da Casa Branca”, disparou a ex-campeã.
Apesar do tom enfático, Ronda não fechou completamente as portas para uma volta ao octógono, mas deixou claro que, por enquanto, sua prioridade está longe do esporte: “Tenho coisas melhores para fazer. Minha filha precisa de macarrão.”
Do domínio absoluto à queda inesperada
Considerada um dos maiores ícones da história do MMA feminino, Ronda Rousey entrou para o UFC em 2012, após a compra do Strikeforce, onde já era campeã peso-galo. Sua estreia aconteceu no UFC 157, em fevereiro de 2013, quando finalizou Liz Carmouche e se tornou a primeira campeã feminina da organização.
Ronda defendeu o título cinco vezes consecutivas com atuações dominantes, popularizando o uso do armbar e consolidando sua imagem como um fenômeno global. Porém, seu reinado terminou de forma chocante no UFC 193, em novembro de 2015, ao ser nocauteada por Holly Holm em uma das maiores zebras da história do MMA.
Treze meses depois, no UFC 207, Ronda tentou recuperar o cinturão, mas foi superada por Amanda Nunes em apenas 48 segundos. Após essa derrota, Rousey não voltou a competir no MMA.
Carreira fora do octógono e legado histórico
Após o afastamento do esporte, Ronda migrou para o pro-wrestling e se juntou à WWE, onde construiu uma carreira de cinco anos com títulos e participações em grandes eventos. Com isso, tornou-se a única mulher da história a conquistar cinturões tanto no UFC quanto na WWE.
Hoje, aos 38 anos, Ronda segue sendo uma das personalidades mais influentes do MMA, mesmo longe da ativa. Suas postagens recentes treinando, aliadas à resposta ambígua sobre um possível retorno, mantêm viva a especulação entre fãs e analistas.
Retorno improvável, mas não impossível
Embora um comeback ainda pareça distante, Ronda não descartou completamente a possibilidade de voltar ao Ultimate. Contudo, deixou claro que, se acontecer, o UFC Casa Branca está fora de cogitação.
O evento, previsto para acontecer em junho de 2026 e planejado como um dos maiores espetáculos da história da organização, segue sem card oficial, mas já atrai atenção por sua proposta inédita de levar um evento do UFC para a residência presidencial dos Estados Unidos.
Enquanto isso, os fãs seguem acompanhando cada passo da ex-campeã, na expectativa de que um dia ela decida calçar as luvas novamente e retornar ao octógono.
