Vindo de vitória no UFC Rio, em outubro, Charles do Bronx vai enfrentar Max Holloway no UFC 326 (Foto: Dai Bueno)
O ditado que consagrou Charles do Bronx — “um leão ferido ainda é um leão” — nunca fez tanto sentido quanto em sua mais recente apresentação no UFC Rio, no último dia 11 de outubro. Mesmo lesionado, o ex-campeão dos leves mostrou resiliência ao finalizar Mateusz Gamrot no segundo round, retomando a confiança após a dura derrota sofrida para Ilia Topuria na disputa de cinturão, em junho.
Em vídeo publicado no canal da Chute Boxe Diego Lima, equipe que representa o lutador, Charles do Bronx revelou que já vinha enfrentando problemas no ombro e no pescoço durante o camp para o confronto no Rio de Janeiro. Apesar das limitações físicas, o brasileiro optou por seguir em frente e cumprir o compromisso, priorizando a recuperação moral e técnica após o revés pelo título.
“Estamos com uma lesãozinha aí, estamos cuidando. Tem um tempo já que a gente está ‘zoado’ do pescoço com o ombro, então estamos cuidando”, declarou o paulista, sem entrar em detalhes sobre a gravidade do quadro.
Mesmo com o incômodo, o desempenho do lutador foi dominante. Charles do Bronx manteve a pressão característica, buscou transições no solo e conseguiu encaixar a finalização que ampliou seu recorde histórico como maior finalizador da história do UFC. O triunfo sobre Mateusz Gamrot no UFC Rio reforçou sua reputação como um dos atletas mais perigosos e técnicos da divisão.
Além de demonstrar preparo mental e capacidade de adaptação, a vitória recoloca o brasileiro entre os principais nomes da categoria — e o mantém no radar do topo. Mesmo lesionado, Charles mostrou que segue sendo um dos competidores mais temidos do mundo quando o assunto é Jiu-Jitsu e finalizações dentro do octógono.
