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Faixa-preta destaca experiência e imparcialidade no centro das competições de Jiu-Jitsu; veja

Faixa-preta formado por Sérgio “Bolão”, Aron Roichman leva sua vivência de atleta e professor para o trabalho como árbitro em grandes federações internacionais
Mateus Machado 04/11/2025
Faixa-preta formado por Sérgio “Bolão” Souza, Aron Roichman leva sua vivência de atleta e professor para o trabalho como árbitro em grandes federações internacionais (Foto: Divulgação)

Faixa-preta formado por Sérgio “Bolão” Souza, Aron Roichman leva sua vivência de atleta e professor para o trabalho como árbitro em grandes federações internacionais (Foto: Divulgação)

Com uma trajetória que soma décadas dedicadas ao Jiu-Jitsu, Aron Roichman encontrou na arbitragem uma forma de seguir contribuindo para o esporte — agora com a responsabilidade de garantir justiça e profissionalismo nas competições. Atuando em federações como a IBJJF, AJP, JJWL e AZBJJL, o faixa-preta formado por Sérgio “Bolão” Souza é hoje um dos árbitros brasileiros mais respeitados no circuito internacional.

O interesse de Aron pela arbitragem surgiu ainda nos primeiros anos de prática: “Tudo começou dentro de casa, sempre atento às orientações e atitudes dos meus pais, que foram fundamentais na formação do meu caráter. Como todo bom competidor de Jiu-Jitsu, é primordial ter bom conhecimento das regras, até para montar a estratégia da luta”, explica.

Na prática, o início foi natural: “Comecei arbitrando jogos dentro da academia, simulando campeonatos. Quando cheguei à faixa marrom, comecei a atuar em pequenos eventos de Jiu-Jitsu. A grande motivação veio da necessidade de melhorar minha estratégia nas lutas e aprofundar o conhecimento das regras e da leitura dinâmica dos combates.”

Desafios da arbitragem internacional

Arbitrar competições de Jiu-Jitsu internacionais exige preparo técnico e emocional. Aron lista alguns dos principais desafios: “É crucial estar atualizado com as regras de cada federação, pois elas podem variar bastante. Também é preciso lidar com a diversidade cultural — cada país tem sua forma de interpretar o esporte — e manter a calma sob a pressão de atletas e torcedores.”

Segundo ele, sua experiência como competidor é uma vantagem decisiva: “Ter vivido o lado do atleta ajuda muito. Eu entendo o que o lutador sente em momentos de tensão e consigo avaliar melhor as nuances técnicas e as intenções durante o combate. Isso contribui para uma arbitragem mais justa e precisa.”

Com anos de experiência em campeonatos nos dois países, Aron identifica diferenças claras na forma como o Jiu-Jitsu é julgado: “Nos Estados Unidos, a IBJJF, e no Brasil, a CBJJ, têm regras mais padronizadas e maior uniformidade nos critérios. Outras federações fazem pequenas mudanças para se destacarem. No Brasil, há um foco maior na tradição e na técnica, enquanto nos EUA algumas competições priorizam o espetáculo, buscando tornar o evento mais atrativo para o público”, observa.

Ele acrescenta que a diversidade de estilos também influencia o olhar dos árbitros: “Nos EUA, o Jiu-Jitsu é mais híbrido, com atletas de diferentes origens e influências. Isso cria situações variadas que exigem muita atenção e sensibilidade de quem está arbitrando.”

Responsabilidade e recompensa

Para Aron, estar no centro da ação é uma grande responsabilidade — e também uma grande recompensa: “A parte mais gratificante é poder contribuir para o crescimento do esporte, garantindo que as competições sejam justas e seguras. O árbitro bem treinado ajuda a manter a integridade do Jiu-Jitsu e serve de exemplo para os praticantes, promovendo respeito, disciplina e esportividade.”

Ele acredita que a presença de árbitros capacitados eleva o nível técnico das competições: “Quando a arbitragem é firme e justa, os atletas se dedicam mais e o público confia no evento. Isso fortalece toda a comunidade do Jiu-Jitsu.”

A preparação para arbitrar um grande evento começa bem antes do primeiro combate: “É essencial ter domínio completo das regras e participar de cursos e seminários de atualização. Também é importante manter foco total, imparcialidade e uma comunicação clara com os competidores”, destaca.

Entre as habilidades que considera essenciais, ele cita: “Conhecimento técnico, concentração, imparcialidade, comunicação clara e experiência prática. Essas qualidades ajudam o árbitro a tomar decisões rápidas e justas, mantendo o equilíbrio da luta e o respeito dos atletas”, concluiu.

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