Dana White é o principal rosto à frente do UFC e já tinha comentado sobre os novos valores (Foto: Reprodução)
O UFC vai passar por ajustes relevantes na política de pagamento aos atletas visando a estreia do acordo com a Paramount, marcada para janeiro de 2026. Durante a conferência financeira trimestral da TKO, empresa que controla as ações do Ultimate, o executivo Mark Epstein confirmou que o formato de remuneração será atualizado, sobretudo nos contratos dos lutadores considerados “premium”, que recebem parte dos ganhos baseada nas vendas de pay-per-view.
Epstein comentou sobre um bônus para esses grandes nomes da companhia, como forma de suprir o fim da venda de PPVs: “Sobre a questão do pagamento dos lutadores, haverá algumas mudanças na estrutura dos nossos contratos, em especial com os atletas de elite que têm uma porcentagem da remuneração atrelada às vendas de pay-per-view. Nossa equipe já está trabalhando nesses acordos”.
Mesmo sem anunciar oficialmente o evento inaugural na nova parceira televisiva, o UFC trabalha para entregar um card de grande impacto. Dana White já deixou claro internamente que a primeira edição transmitida na Paramount precisa ter lutas de enorme apelo, possivelmente com mais de um cinturão em disputa. Para isso, a organização também precisa garantir a regularização dos contratos dos atletas que dependem dos bônus vinculados ao pay-per-view.
No cenário mais amplo, Epstein reforçou que os lutadores deverão receber aumentos quando o contrato com a Paramount entrar em vigor. Ainda não há percentuais definidos, mas a promessa acompanha declarações recentes de Dana White sobre uma nova fase financeira para os atletas. O avanço coincide com o salto esperado de receita, já que o acordo praticamente dobra o valor pago atualmente pela ESPN.
Apesar disso, Epstein destacou que os reajustes não vão alterar de forma significativa as margens de lucro do UFC, que pretende manter o equilíbrio operacional dos últimos anos. Nas palavras do executivo: “Como Dana White disse, haverá um aumento no pagamento dos lutadores. Não há dúvida sobre isso. Acreditamos que será compatível com as margens que temos mantido ao longo dos últimos anos”, encerrou.
