Henrique Velozo acertou Leandro Lo com um tiro na cabeça durante um show em São Paulo (Foto: Reprodução)
O tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo se pronunciou publicamente após ser absolvido pelo júri popular na última sexta-feira (14). O policial era acusado de matar o multicampeão de Jiu-Jitsu Leandro Lo com um tiro na cabeça durante um show no Clube Sírio, em São Paulo, em agosto de 2022. O caso, que mobilizou o mundo das lutas e ganhou repercussão nacional, terminou com a maioria dos jurados acatando a tese de legítima defesa apresentada pela defesa do PM.
Velozo estava preso desde o dia da morte do lutador, somando mais de três anos detido enquanto aguardava o julgamento. A decisão dividiu opiniões e gerou forte reação entre familiares, amigos e atletas do Jiu-Jitsu, que esperavam uma condenação. A defesa do policial, no entanto, sustentou desde o início que ele teria reagido a uma ação de Lo.
Após a absolvição, o tenente usou as redes sociais para se manifestar e pediu perdão à família do lutador. Ele afirmou ter vivido “uma experiência única” durante o período em que esteve preso e disse ter fortalecido sua relação com a fé. No vídeo, destacou que o pedido de perdão era dirigido à mãe, ao pai, à irmã de Leandro Lo, além de amigos e admiradores do atleta.
“Eu vim aqui para pedir perdão. Estive durante três anos e três meses encarcerado e hoje posso dizer que tive uma experiencia única, um encontro genuíno com um Deus forte, poderoso, que eu já conhecia, mas que hoje posso falar com toda certeza e convicção que é comigo e está na minha vida. Em nome dele, preciso fazer um pedido, que é o pedido de perdão para os familiares, para a mãe, para o pai, para a irmã, para os amigos e para todas as pessoas que amavam o Leandro Lo”, disse.
Ao mesmo tempo, Velozo reforçou a versão apresentada durante o julgamento. Ele afirmou que, no dia do crime, foi colocado “no limite” e que teria agido para preservar a própria vida: “Infelizmente, tive que sujar minha mão para poder preservar minha vida”, declarou, mantendo a narrativa de que o disparo foi um ato de defesa diante da situação em que se encontrava.
