Site especializado passou a constar derrota de Michael Morales em reality show equatoriano (Foto: Reprodução/UFC)
Michael Morales, um dos nomes mais promissores da categoria dos meio-médios, decidiu cutucar diretamente o novo campeão Islam Makhachev após sua vitória avassaladora no UFC 322. O equatoriano, que manteve sua invencibilidade no MMA ao nocautear Sean Brady ainda no primeiro round, emplacou mais uma performance de impacto e assumiu a terceira posição no ranking da divisão. Motivado pelo momento, o atleta usou as redes sociais para provocar o russo e iniciou uma possível rivalidade.
Em sua publicação no Instagram, Morales usou o bordão frequentemente repetido por Makhachev, segundo o qual, qualquer lutador que queira evoluir em grappling deveria passar “alguns anos no Daguestão”.
O equatoriano resolveu devolver a provocação afirmando que o campeão teria algo a aprender caso treinasse ao seu lado: “2, 3 anos em Tijuana e você aprenderá a nocautear, Makhachev”, escreveu o atleta, destacando sua própria capacidade de encerrar lutas por nocaute.
Michael Morales tem demonstrado notável evolução desde que passou a treinar no México, onde vive e trabalha com foco no desenvolvimento de seu jogo de trocação. A crescente precisão e potência de seus golpes já o colocaram como um dos mais perigosos nomes do topo da divisão. Com 19 vitórias – 14 delas por nocaute – e nenhuma derrota no MMA profissional, ele já se posiciona como candidato viável ao cinturão, especialmente após a sequência de resultados expressivos no UFC.
O físico privilegiado do equatoriano também chama atenção. Com 1,83m de altura e envergadura de dois metros, Morales apresentou peso superior a 85kg no dia da luta contra Brady, mostrando que consegue combinar porte físico, velocidade e técnica — um pacote que pode gerar dificuldades mesmo para grapplers de elite.
Com o cinturão agora nas mãos de Islam Makhachev e uma fila de desafiantes se formando, Michael Morales surge como mais uma opção de impacto para o UFC. Sua provocação pública não apenas aquece o clima na categoria, mas coloca em debate um possível confronto de estilos: o poder de nocaute do equatoriano contra o domínio de luta do campeão russo. Resta saber se a provocação ganhará força suficiente para transformá-lo em próximo nome na rota pelo título.
