Novo artigo trata sobre mais um tema importante para professores de artes marciais que dão aulas para crianças (Foto: Reprodução/@almeidasantosfabricio)
* “Tiques” são movimentos ou vocalizações que ocorrem subitamente, de maneira rápida, recorrente, não rítmica e involuntária. No início, as crianças podem não notar o que está executando, mas posteriormente, com a observação frequente dos tiques e a recriminação por parte de pais, familiares, professores e colegas, sérios prejuízos podem ser causados à sua autoestima.
Os meninos têm três vezes mais propensão de ter tiques do que as meninas. A Síndrome de Tourette é o tipo mais grave de transtorno de tique e ocorre em 3 a 9 crianças entre 1000. Os tiques começam antes dos 18 anos de idade, normalmente entre 4 e 6 anos de idade. Eles aumentam de gravidade até cerca de 10 a 12 anos de idade e depois diminuem durante a adolescência. A maioria dos tiques acaba desaparecendo. Contudo, em cerca de 1% das crianças, os tiques continuam na idade adulta.
Os tiques merecem atenção especial, pois seu caráter crônico pode prejudicar consideravelmente a vida das crianças, afetando e atrapalhando suas interações sociais com outras crianças, prejudicando sua autoestima e seu desempenho em várias áreas: em especial as academias de artes marciais, que tem recebido um número de crianças significativo ao passar dos anos.
De maneira geral, os tiques podem ser classificados em motores ou vocais. Os tiques motores são representados por contrações repetitivas e rápidas de agrupamentos musculares: piscar de olhos, encolhimento de ombros, espasmos de pescoços e “fazer caretas”.
Os tiques vocais são vocalizações rápidas, repetitivas, involuntárias e recorrentes: tossir, pigarrear, roncar e fungar, por exemplo: Tiques vocais complexos são vocalizações mais elaboradas e podem incluir repetição de palavras, frases ou até o disparo de palavras obscenas fora de contexto.
A causa dos distúrbios de tique é desconhecida, mas os distúrbios de tique frequentemente ocorrem em famílias: assim, os médicos acreditam que a hereditariedade é um fator. Porém, estudos indicam que vulnerabilidades genéticas estão ligadas ao surgimento do transtorno, uma vez que mais de 60% dos casos estão relacionados com esses fatores. Situações estressantes não causam os tiques, mas funcionam como desencadeadores dos sintomas.
Se os tiques estiverem causando constrangimento social ou interferindo nas atividades diárias, esportivas e desempenho escolar, buscar ajuda médica. A maioria das crianças melhora, mas é importante que um profissional avalie a situação e descarte outros transtornos associados, como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
Esse trabalho informativo a professores das artes marciais, alunos e equipe no geral pode ser muito útil na melhoria da autoestima e no funcionamento social dessas crianças e adolescentes com transtornos de tiques, uma vez que ajuda na diminuição do preconceito, aumenta a aceitação e o entendimento do problema, reduzindo o comportamento bullying que comumente vitimiza essas crianças/adolescentes.
Referências
- TEIXEIRA, Gustavo – Manual dos transtornos escolares: entendendo os problemas de crianças e adolescentes na escola / Gustavo Teixeira – 2° ed. – Rio de Janeiro: BestSeller, 2013.

Quem sou eu? Mônica de Paula Silva, também conhecida como Monica Lambiasi, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu – SP, atua há 15 anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2008 concluiu pós-graduação em Didática Superior, e em 2009 concluiu pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva, em 2017 concluiu pós-graduação em neuropsicopedagoga e em 2022 concluiu pós-graduação em Jornalismo – A importância da ética no jornalismo na atualidade, publicado na Revista Evolucione, pág. 203 https://revistaevolucione.ibra.edu.br/ e atualmente estuda psicanálise e neurociência. Também é escritora.
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* Por Mônica de Paula Silva
