Policial que matou Leandro Lo em 2022, Henrique Velozo concedeu entrevista e deu sua versão sobre o caso (Foto: Reprodução)
Henrique Velozo, policial militar envolvido na morte do multicampeão mundial de Jiu-Jitsu Leandro Lo, voltou ao centro do noticiário ao conceder entrevista ao “portal Léo Dias”, na qual falou abertamente sobre o episódio ocorrido em agosto de 2022. Absolvido pelo júri popular no dia 14 de novembro, o agente afirmou ter agido em legítima defesa durante a ocorrência registrada no Clube Sírio, em São Paulo.
Na conversa, Velozo apresentou sua narrativa sobre os momentos que antecederam o disparo que vitimou o atleta, reforçando o entendimento que prevaleceu no julgamento. Após mais de três anos em prisão preventiva, o policial foi considerado inocente da acusação de homicídio doloso triplamente qualificado, sob o argumento de que não teve outra alternativa senão reagir para preservar a própria vida.
Apesar da absolvição criminal e da reintegração formal à Polícia Militar de São Paulo, o tenente segue afastado das funções operacionais. O Comando Geral da PM determinou que Velozo não retorne às atividades regulares até decisão definitiva do Poder Judiciário, mesmo diante de liminar favorável. A corporação justificou a medida com base em aspectos administrativos e disciplinares do caso.
Segundo comunicado oficial, o policial ficará submetido a um regime especial, que inclui afastamento das funções, proibição do uso de uniforme, impossibilidade de promoções e o recebimento de apenas um terço de sua remuneração. Lotado no 49º Batalhão, Velozo continuará recebendo parte do salário, atualmente fixado em R$ 14,6 mil, sem atuar no policiamento ostensivo.
A decisão administrativa foi publicada no Diário Oficial em 1º de dezembro e aprovada por unanimidade pelo Conselho de Justificação da Polícia Militar. Um dos principais pontos de insatisfação interna, de acordo com a PM, foi o descumprimento dos protocolos de comunicação exigidos em ocorrências dessa natureza no dia do crime.
Leandro Lo tinha 33 anos quando foi morto e era uma das maiores referências da história do Jiu-Jitsu mundial, com oito títulos mundiais conquistados entre 2012 e 2022. Após ser absolvido, Henrique Velozo chegou a divulgar um vídeo pedindo perdão à família do atleta, afirmando que a situação vivida naquela noite o colocou diante de uma escolha extrema.
