Dana White e Donald Trump estão empolgados para o card histórico do UFC na Casa Branca, marcado para junho (Foto: Reprodução)
A possibilidade de um evento histórico do UFC na Casa Branca não empolgou Kamaru Usman. Ex-campeão dos meio-médios, o nigeriano se mostrou bastante cético em relação aos rumores que apontam para um card recheado de disputas de cinturão. Durante participação em seu podcast “Pound 4 Pound”, Usman deixou claro que enxerga a proposta como prejudicial à experiência do público.
As especulações surgiram após o próprio Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, mencionar a chance de um evento com oito ou nove lutas valendo título, algo jamais visto na história da organização. Em seguida, Jon Anik, narrador oficial do UFC, corroborou a ideia, mas em tom mais moderado, sugerindo um cenário com seis ou sete combates por cinturão, o que ainda assim representaria um recorde absoluto.
Para Usman, no entanto, a quantidade excessiva de lutas longas em sequência tornaria o evento cansativo até para os fãs mais assíduos. O ex-campeão destacou que confrontos de cinco rounds exigem alto nível de atenção e energia, o que dificilmente seria sustentado ao longo de uma noite inteira.
“Quem diabos quer assistir a sete lutas pelo título seguidas, com cinco rounds cada? Acho uma péssima ideia. Sinceramente, acho que vou dormir na terceira luta”, disparou o nigeriano, deixando evidente sua discordância em relação ao formato cogitado.
Apesar das críticas, o UFC ainda não confirmou oficialmente nenhum detalhe sobre o suposto card na Casa Branca, incluindo datas ou confrontos. A organização mantém silêncio sobre o assunto, enquanto os bastidores seguem aquecidos com especulações envolvendo grandes nomes do plantel.
Paralelamente ao debate, o próprio Usman pode estar diretamente ligado aos próximos movimentos da divisão dos meio-médios. O ex-campeão aparece como um dos nomes cogitados para enfrentar Islam Makhachev, atual detentor do cinturão até 77kg, em um eventual duelo que colocaria frente a frente dois dos lutadores mais dominantes de suas gerações.
