Daniel Cormier deixou claro que relação com Jon Jones é apenas profissional e que não pretende ter amizade com o rival (Foto: Reprodução)
Daniel Cormier voltou a comentar publicamente sua relação conturbada com Jon Jones e deixou claro que não existe qualquer interesse em transformar cordialidade profissional em amizade. Em entrevista recente ao jornalista Ariel Helwani, o ex-campeão do UFC rebateu declarações do rival, que o chamou de “babaca” e “idiota” ao afirmar que tentou uma reconciliação durante a participação de ambos como treinadores em um reality show gravado na Tailândia.
Segundo Cormier, apesar de conviverem diariamente durante as gravações e manterem uma relação educada, isso não significa que exista espaço para algo além disso. O norte-americano explicou que houve momentos leves entre eles, inclusive risadas, mas reforçou que a proximidade só ocorreu por obrigação profissional, não por vontade própria.
“Talvez eu seja tudo isso para ele (Jon Jones). A questão é a seguinte: estávamos juntos todos os dias. Éramos cordiais. Houve momentos em que Jon e eu realmente rimos. Ríamos juntos de várias coisas. Mas se eu não precisasse estar perto dele, não estaria por vontade própria. Por que eu iria querer isso?”, questionou.
Cormier destacou que a rivalidade entre eles ultrapassou o aspecto esportivo ao longo dos anos, com ataques pessoais e situações que, segundo ele, tornaram impossível qualquer reconciliação genuína. Para o ex-campeão dos meio-pesados e pesados, ser amigo de Jon Jones significaria minimizar episódios graves do passado.
“Não guardo mais nenhum sentimento do passado que tinha por ele. De verdade, não. Mas falávamos mal das famílias um do outro; tínhamos uma relação muito, muito ruim. Ele me traía constantemente. Não preciso absolvê-lo e ser amigo dele. Isso seria eu simplesmente dizer: ‘Tudo o que você fez foi bom’. Não foi. Não foi bom. Então, sim, posso ser cordial, posso trabalhar ao seu lado, posso fazer as minhas coisas, mas não preciso ser seu amigo. Sou um homem. É o que é. Não vou ser seu amigo.”
A história entre os dois é uma das mais marcantes do MMA. Jon Jones foi responsável pela primeira derrota de Cormier como profissional, venceu o duelo inicial e depois se envolveu em polêmicas que culminaram no cancelamento da revanche no UFC 200 por doping. No UFC 214, Jones voltou a derrotar o rival por nocaute, mas o resultado acabou anulado após novo teste positivo, ampliando ainda mais a tensão entre ambos.
Ciente de todo esse contexto, Daniel Cormier reforçou que não vê problema algum em manter uma relação distante e estritamente profissional, mesmo em projetos conjuntos. Para ele, a ideia de “final feliz” é desnecessária e irreal dentro de uma rivalidade tão intensa.
“Eu não preciso ser amigo dele. Eu sempre digo isso para ele. Eu disse: ‘Cara, finais felizes e contos de fadas são para crianças que precisam dessas coisas para dormir à noite. Menininhas que acreditam em princesas e príncipes.’ Você não precisa ser amigo de todo mundo. Você não precisa ser amigo de todo mundo com quem você teve problemas. Está tudo bem. Só faça a sua coisa, eu faço a minha, e tudo ficará bem.”
Por fim, Cormier deixou claro que consegue separar negócios de sentimentos pessoais. Segundo ele, trabalhar com Jon Jones é possível, desde que não exista a expectativa de convivência fora do ambiente profissional.
“Tipo, vocês querem nos pagar para fazer esse show? Beleza. Uma montanha de dinheiro? Eu posso fazer um show com ele e quero derrotá-lo. Mas não precisamos ser amigos. Não precisamos ficar bebendo juntos, jantando e fazendo todas essas coisas malucas. Você não precisa de finais de conto de fadas para tudo na vida. A vida não é justa, cara. E se justiça significa eu ser seu amigo, sinto muito, mas você tem uma vida pela frente que não será justa. Mas será que eu vou correr para cima do Jon Jones e brigar com ele toda vez que o vir? Não. Se ele me cumprimentar, eu o cumprimento também, mas por que precisamos ser amigos?”, concluiu.
