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Tropa Thai fatura três cinturões, supera adversidades e mira 2026 como temporada de afirmação no MMA internacional

Sob o comando de Eduardo Pachu, Tropa Thai celebra títulos no Brasil, Japão e França, relembra o legado de Diego Braga e mira novos voos
Mateus Machado 20/01/2026
Sob o comando de Eduardo Pachu, Tropa Thai celebra títulos no Brasil, Japão e França, relembra o legado de Diego Braga e mira novos voos (Foto: Divulgação)

Sob o comando de Eduardo Pachu, Tropa Thai celebra títulos no Brasil, Japão e França, relembra o legado de Diego Braga e mira novos voos (Foto: Divulgação)

A Tropa Thai, que começou como um projeto social há 25 anos, vive um dos momentos mais marcantes de sua história. Em pouco mais de dez dias, a equipe liderada por Eduardo Pachu conquistou três cinturões em eventos nacionais e internacionais, confirmando a força do trabalho desenvolvido no Rio de Janeiro e projetando 2026 como um ano decisivo para a consolidação do time no cenário global do MMA.

Os títulos vieram com Renan Oliveira, campeão do MAC (Martial Arts Championship) no Brasil; Carlos Mota, o “Tizil”, que faturou o cinturão do Knock Out, no Japão, com um nocaute no dia 29 de dezembro; e Thalita Soares, campeã do Hexagone MMA, na França, após um nocaute em menos de dois minutos, no último dia 9 de janeiro.

Mais do que vitórias esportivas, as conquistas carregam um peso simbólico. Em 2026, completaram-se dois anos do falecimento de Diego Braga, um dos líderes e pilares da Tropa Thai ao lado de Pachu. Após o trauma da perda, veio o desafio de reerguer a equipe emocional e esportivamente. A ausência de Diego ainda é sentida diariamente, mas seu legado permanece vivo.

Da Paraíba ao topo da Europa

Aos 33 anos, Thalita Soares vive o auge da carreira. Natural de Cabedelo, na Paraíba, ela chegou à Tropa Thai em 2017, após uma decisão ousada: sair de casa com uma passagem só de ida para tentar a vida no MMA no Rio de Janeiro.

“Eu fiquei muito feliz com essa oportunidade de lutar fora do país e fazer história levando o nome da minha equipe. A gente se dedica ao máximo aqui para chegar aos maiores eventos, e esses cinturões são um legado que estou deixando”, afirmou a atleta.

Com base forte na trocação, influência direta do pai, ex-praticante de Taekwondo, Thalita é faixa-roxa de Jiu-Jitsu, mas construiu sua carreira apostando na agressividade em pé. O título do Hexagone MMA, conquistado com um nocaute relâmpago na França, reforça seu nome no mercado internacional.

“Eu sempre me vi no UFC. É como se isso fosse uma certeza dentro de mim. Por isso, treino todos os dias. Sei que a oportunidade vai aparecer, seja no UFC ou no PFL”, projeta.

Nocaute no Japão e olhar firme para o UFC

Campeão do Knock Out, evento japonês conhecido pelas regras da “escola antiga”, Carlos Mota, o Tizil, mostrou frieza e contundência ao nocautear o adversário no dia 29 de dezembro. O triunfo internacional coloca o peso-mosca novamente no radar dos grandes eventos. Além disso, o atleta de 30 anos destacou o bom momento da equipe.

“Esses três cinturões mostram o alto nível da Tropa Thai. Não são eventos quaisquer. Brasil, França e Japão. Isso prova que o trabalho está sendo muito bem feito”, destacou.

Tizil treina sob a supervisão direta de Eduardo Pachu, enquanto mantém intercâmbio técnico com seu treinador de origem, Francisco Bueno, atualmente em Las Vegas. Mais maduro após um período fora do UFC, ele acredita que o retorno é apenas questão de tempo.

“Hoje eu sou outro atleta. Mais forte mentalmente, mais maduro. Quando eu voltar ao UFC, vai ser no momento certo, e para ser campeão”, afirmou.

Campeão do MAC e pronto para cruzar fronteiras

Natural do Rio de Janeiro, Renan Oliveira começou a sua trajetória no MMA em 2017 e chegou à Tropa Thai durante um período decisivo da carreira. Com 13 lutas profissionais, o atleta de 32 anos conquistou e já defendeu o cinturão do MAC, evento que cresce rapidamente no cenário nacional.

“Quando lutei pela primeira vez, me apaixonei pelo MMA. Era tudo o que eu gostava junto: trocação, chão, estratégia. Ali eu tive certeza de que era isso que eu queria fazer”, relembrou.

Com passagens por eventos como o Shooto Brasil, Renan entende que o próximo passo precisa ser internacional: “No Brasil eu já cheguei onde precisava. Agora é buscar oportunidades fora. Europa, ACA, PFL… são caminhos muito reais”, analisa.

2026 no horizonte

Além dos campeões, a Tropa Thai se apoia em uma base técnica sólida. O trabalho do treinador de Luta Olímpica e Grappling, Leonardo Lustosa, tem sido fundamental para a evolução dos atletas, especialmente na transição entre quedas e controle no solo. Outro nome de destaque é Gabriel Braga, duas vezes finalista da PFL, que segue como uma das principais referências competitivas da equipe e símbolo da capacidade da Tropa Thai de formar atletas para o mais alto nível.

Com três cinturões recentes, atletas experientes, estrutura técnica fortalecida e portas abertas no exterior, a Tropa Thai entra em 2026 com um objetivo claro: consolidar-se como uma das principais equipes brasileiras no MMA internacional. Os resultados já falam por si. E, ao que tudo indica, são apenas o começo.

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