Marcos Santos vem ganhando cada vez mais destaque no cenário competitivo (Foto: Reprodução)
O Jiu-Jitsu transformou a vida de Marcos Santos. Faixa-preta da modalidade, ele começou sua jornada em 2010, de forma curiosa: depois de receber uma queda de um amigo, professor e coordenador de musculação da academia em que treinava, ficou imediatamente fascinado pela “arte suave”. Desde então, nunca mais parou.
Ainda na faixa-azul, Marcos disputou seu primeiro campeonato – mesmo sendo eliminado na estreia, decidiu que não deixaria de competir. Pouco depois, conquistou sua primeira medalha, o vice-campeonato na segunda etapa do Circuito Paulista de Jiu-Jitsu, em 2016. A partir daí, sua carreira como competidor deslanchou.
Ascensão como competidor
Foi na faixa-roxa que Marcos consolidou sua evolução no tatame. Com treinos cada vez mais intensos, começaram a surgir grandes resultados: campeão No-Gi no Belo Horizonte Open (2017), terceiro lugar no Circuito Paulista (2017), terceiro lugar na Copa São Paulo (2017) e a terceira colocação no ranking da Federação Paulista de BJJ entre os atletas master no mesmo ano.
Na sequência, em 2018, conquistou títulos importantes como o ouro no São Paulo Master Pro e o bicampeonato No-Gi no Belo Horizonte Open. Já na faixa-marrom, os resultados internacionais se destacaram: campeão No-Gi no Orlando Open (2019), campeão no Miami Open (2019, com e sem kimono), além de figurar entre os medalhistas do Pan-Americano No-Gi (3º lugar, 2020).
O auge veio em 2021, quando conquistou o título de campeão Pan-Americano com kimono, um dos torneios mais prestigiados do calendário mundial. Poucos meses depois, em novembro de 2021, recebeu a tão sonhada faixa-preta, já treinando na Atos Orlando, sob a supervisão do professor Chris.
O professor fora dos tatames
Além das vitórias como atleta, Marcos também encontrou no ensino do Jiu-Jitsu uma forma de contribuir para a comunidade. Ele deu aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres, reforçando a importância da autoconfiança, da disciplina e do cuidado com a segurança pessoal.
Segundo Marcos, a missão vai além da competição: “O Jiu-Jitsu mudou minha vida e quero que também transforme a vida de outras pessoas. Ensinar é uma forma de devolver um pouco do que o esporte me deu”, destaca.
Um caminho de dedicação
Ao longo de sua trajetória, Marcos Santos sempre reconhece a importância dos professores e academias que fizeram parte de sua formação, como Júnior “Acreano”, da G13 BJJ, onde treinou da faixa-branca à marrom, e, mais recentemente, a equipe Atos Orlando, onde segue evoluindo como atleta e professor voluntário.
Com resultados expressivos no Brasil e nos Estados Unidos, além de uma forte atuação como professor, Marcos Santos construiu um caminho sólido dentro do Jiu-Jitsu, sendo exemplo de dedicação, disciplina e paixão pela arte suave.
