À frente do UFC BJJ, Cláudia Gadelha revela desafios logísticos e planos de internacionalização, incluindo Abu Dhabi (Foto: Natalia Vuill)
Responsável por liderar o UFC BJJ, projeto do Ultimate voltado exclusivamente para o grappling profissional, Cláudia Gadelha detalhou os próximos passos da organização e indicou a intenção de expandir o circuito para além de Las Vegas (EUA). Em entrevista ao podcast “Mundo da Luta”, a dirigente revelou que o objetivo prioritário é realizar uma edição no Brasil ainda em 2026, consolidando a presença da marca em um dos principais polos do Jiu-Jitsu mundial.
Cláudia Gadelha explicou o processo de transição da carreira como atleta para a função executiva, além de abordar o desenvolvimento do evento desde sua criação. Segundo ela, a estratégia envolve internacionalizar o UFC BJJ e ampliar sua visibilidade global, começando por mercados estratégicos com forte tradição na arte suave.
“Uma das coisas que eu coloquei na cabeça este ano é que eu quero levar o UFC BJJ para o Brasil – muito. Antes de levar pra Abu Dhabi. A gente está trabalhando nisso agora”, revelou a ex-lutadora.
Apesar do desejo de estrear fora dos Estados Unidos o quanto antes, a organização enfrenta desafios estruturais importantes. Atualmente, o evento é realizado no Apex, em Las Vegas, utilizando um formato de área de combate diferenciado – o chamado “bowl”, uma superfície com bordas elevadas que impede interrupções e mantém a ação contínua. A adaptação desse modelo para viagens internacionais ainda exige ajustes técnicos.
“Não é fácil (levar o UFC BJJ para outros países) por causa da questão de logística. O bowl foi concebido de uma maneira que a gente não consegue viajar com ele ainda. Precisa fazer mais um pra gente conseguir viajar com ele. A gente vai sentar pra desenhar o bowl que a gente vai conseguir levar nas viagens. Vai ficar pronto em julho deste ano, e quando a gente tiver o bowl em mãos, a gente consegue viajar e vai começar a discutir pra onde ir primeiro. Mas quero muito que a gente vá para o Brasil primeiro, em agosto ou setembro”, afirmou.
Além do Brasil, Abu Dhabi surge como outro destino estratégico para a expansão do evento. A região possui forte investimento nas modalidades de luta e mantém parceria com o UFC, o que facilita a realização de cards internacionais. A expectativa é de que a organização avance nas negociações para o segundo semestre, ampliando seu calendário fora dos Estados Unidos.
Com a proposta de profissionalizar ainda mais o grappling competitivo, oferecendo estrutura de alto nível e premiações mais atrativas, o UFC BJJ busca consolidar um circuito global. A movimentação liderada por Cláudia Gadelha indica um passo importante para aproximar o evento de mercados-chave e fortalecer a modalidade em escala internacional.
