Cris Cyborg responde às ofensas de Ronda, relembra histórico de rivalidade e reforça que americana evitou superluta no auge (Foto: Reprodução)
A troca de farpas entre Cris Cyborg e Ronda Rousey voltou a movimentar o noticiário do MMA feminino. Depois de ser alvo de ataques da ex-campeã peso-galo do UFC em um evento promocional na Califórnia (EUA), a brasileira usou as redes sociais para responder em tom duro e reacender uma rivalidade histórica que, apesar da enorme expectativa gerada ao longo dos anos, nunca foi resolvida dentro do cage.
A nova provocação começou quando Ronda Rousey participou da divulgação da luta contra Gina Carano e citou a antiga rival ao comentar o duelo entre a brasileira e a veterana, realizado no extinto evento Strikeforce, em 2009. Na ocasião, a americana classificou Cyborg como “trapaceira bombada” e afirmou que a curitibana teria “roubado” o título que, na visão dela, pertencia a Gina. A declaração rapidamente repercutiu no meio e motivou a resposta pública da curitibana.
Em sua reação inicial, Cris Cyborg ironizou a postura da rival e voltou a tocar em um ponto recorrente dessa rivalidade: a impossibilidade de transformar a animosidade em luta oficial: “Acho o narcisismo de Ronda Rousey encantador. Não existe a menor possibilidade de ela bancar a durona e depois realmente lutar comigo”, respondeu Cris.
Na sequência, a brasileira publicou uma longa manifestação para contextualizar o único episódio de doping de sua carreira, registrado em 2011, e destacar que passou a conviver com controles rigorosos desde então.
“Em meus 21 anos de carreira, tive apenas um teste negativo para substâncias proibidas, em 2011, há 15 anos. O esporte era muito diferente naquela época, e eu nem sequer falava inglês. Eu não fazia ideia de que os comprimidos que me deram no Brasil para ‘ajudar a emagrecer’ eram proibidos para atletas nos EUA. Cumpri minha pena. Aprendi uma lição para a vida toda. Estou envolvida com testes de estilo olímpico há mais de 15 anos sem nenhum outro problema.
Eu provei que sou uma atleta limpa. Utilizo minha própria experiência para orientar atletas mais jovens sobre a importância de saber o que consomem e os perigos das substâncias para melhorar o desempenho. Tem 21 anos que eu luto. Quando Ronda Rousey escondeu o rosto no travesseiro… Eu passei pela mesma experiência com dignidade e humildade, algo que você não conseguiu demonstrar durante sua carreira no UFC e algo que você já está destacando com sua luta com Gina Carano. Uma coisa que eu sei, com certeza, é que você vai dizer todas as coisas ruins do mundo… Mas não vai lutar comigo. Rezo para que um dia você se torne feliz consigo mesma”, disse Cyborg.

Cris Cyborg também aprofundou a crítica ao tratamento que, segundo ela, Ronda Rousey recebia nos bastidores do UFC durante o auge da carreira: “Ronda sempre teve privilégio junto ao Dana White. Quando ele não pôde mais protegê-la, ela perdeu. Duas vezes. Agora ela está furiosa (com Dana White e o UFC) porque, basicamente, lhe disseram: “Temos que tratá-la como qualquer outra pessoa”, completou Cris.
A rivalidade entre as duas sempre foi atravessada por questões promocionais, diferenças de categoria e exigências de corte de peso, fatores que impediram a realização da superluta quando ambas ainda estavam no auge. Agora, com o retorno de Ronda para enfrentar Gina Carano no peso-pena, o tema voltou ao centro das atenções e reacendeu entre os fãs a discussão sobre um confronto que se tornou uma das maiores lutas nunca realizadas na história do MMA feminino.
