Charles do Bronx minimizou as críticas que recebeu após vitória dominante sobre Max Holloway na disputa pelo cinturão "BMF" no UFC 326 (Foto: Reprodução/Instagram)
A vitória dominante de Charles do Bronx sobre Max Holloway na luta principal do UFC 326, realizada em Las Vegas (EUA), no início de março, garantiu ao brasileiro o cinturão “BMF”, mas não o livrou de críticas sobre a estratégia adotada no confronto. Dias após o triunfo, o paulista decidiu se pronunciar sobre a repercussão.
Em entrevista ao canal “Olhar da Luta”, o atleta relembrou que situações semelhantes já ocorreram anteriormente, como após a derrota para Ilia Topuria. Segundo Charles do Bronx, independentemente do plano de luta escolhido, sempre haverá questionamentos por parte do público e da mídia especializada.
“Quando eu lutei com o (Ilia) Topuria, a galera me criticou pra c***: ‘Pô, por que você foi trocar porrada? Tinha o caminho de botar para baixo’. Falaram muita coisa e fiquei quieto na minha. Agora, de novo (criticaram). Ninguém vai agradar todo mundo. Vim de uma luta contra um cara (Max Holloway) que ninguém tinha dominado, ninguém tinha botado ele para baixo. Todos que botaram, ele levantou. E vim de uma luta que, com todo o respeito do mundo, eu tirei o cara (Holloway) para nada. A melhor parte em pé, foi eu que conectei. O chão foi impecável. Ele também foi malandro, porque defendeu (finalizações). Mas não tive nenhum momento que ficou ruim para mim”, destacou Charles.
Apesar de reconhecer que críticas fazem parte da exposição no alto nível, o lutador admitiu que certos comentários, especialmente vindos de outros profissionais do esporte, geram maior incômodo. Para Charles do Bronx, esse tipo de posicionamento pode estar ligado à inveja pelo que construiu ao longo da carreira.
“Faltando dez segundos, eu que chamei ele para o meio. E eu que comecei conectando. A única mão dele que entrou pegou no meu ombro, que foi o que me desequilibrou. Aí recebi crítica que não troquei porrada, recebi crítica que só foi chão, recebi crítica que foi uma má luta. Acho que para quem é lutador, os profissionais, falar que aquilo foi uma luta ruim, acho que é inveja. Porque dominar um cara como o Max Holloway, com o nome que tem, por cinco rounds. Aí falar que não troquei porrada? Não sei o que eles querem. Mas querendo ou não, agradando ou não, o campeão é nós”, finalizou.
Com o resultado, Charles do Bronx segue entre os principais nomes da divisão dos leves e amplia suas possibilidades dentro da organização. O foco, no entanto, permanece claro: retomar o cinturão linear da categoria, que estará em disputa entre Ilia Topuria e Justin Gaethje no UFC Casa Branca, marcado para junho.
