Kayla Harrison desabafou sobre as dificuldades que enfrenta para bater 61kg na divisão peso-galo, onde é a atual campeã no UFC (Foto: Reprodução/Instagram)
Campeã peso-galo do UFC, Kayla Harrison já traça cenários decisivos para o futuro de sua carreira na organização. Em recuperação de uma cirurgia no pescoço que adiou o aguardado confronto contra Amanda Nunes, a atleta americana revelou que pretende tomar uma posição firme após finalmente dividir o octógono com a brasileira, considerada por muitos como a maior lutadora da história do MMA feminino.
Durante participação no podcast “Death Row MMA”, a bicampeã olímpica detalhou sua estratégia para o pós-luta, deixando claro que sua continuidade no Ultimate dependerá de mudanças estruturais na organização. Segundo Kayla Harrison, o desgaste extremo para atingir o limite da divisão peso-galo tem sido um fator determinante em sua tomada de decisão.
“Sim, cara. Esse é o plano. Eles não sabem, mas assim que eu f*** a Amanda (Nunes), eu vou falar: ‘Escuta aqui’. Eu vou pedir a eles para criar uma (divisão até) 66kg, para eu ser mais ativa. A não ser que a Valentina (Shevchenko) queira lutar, porque eu sei que ela é uma (atleta do) 57kg, aí eu cortaria o peso de novo. Porque ela é uma luta de legado. Eu enfrentaria ela no 61kg. Fora isso, se eles não criarem a 66kg (peso-pena), eu só vou dizer: ‘Obrigada, foi ótimo’. Sabe? Estou satisfeita. (O corte de peso) Está me tirando anos de vida. Não vou mentir”, disse Kayla.
A menção à Valentina Shevchenko reforça o interesse de Kayla Harrison em duelos de alto valor histórico, mas também evidencia a limitação atual de opções dentro do plantel. Sem a divisão peso-pena ativa, a campeã se vê obrigada a atuar nos galos (até 61kg), categoria significativamente abaixo de seu peso natural.
O corte de peso, inclusive, tem sido um dos principais desafios da americana desde sua chegada ao UFC. Antes de migrar para a organização liderada por Dana White, Kayla Harrison competia no Judô acima dos 70kg e, posteriormente, atuou como peso-leve (70kg) na PFL, onde construiu sua reputação como uma das atletas mais dominantes do cenário. A adaptação para os 61kg, portanto, exigiu mudanças drásticas em sua preparação física e rotina.
Apesar de ter superado as dúvidas iniciais e conquistado o cinturão da categoria, a campeã revelou que o processo recente de perda de peso foi extremamente desgastante, a ponto de cogitar aposentadoria. Agora, com o duelo contra Amanda Nunes no horizonte, o confronto pode não apenas definir um capítulo importante na história do MMA feminino, mas também servir como divisor de águas para a permanência de Kayla Harrison no UFC.
