Jon Jones deseja enfrentar Francis Ngannou, mas contrato exclusivo com o UFC impede a realização da superluta neste momento (Foto: Reprodução)
Mesmo aposentado e sem competir desde novembro de 2024, Jon Jones voltou ao centro das atenções ao indicar publicamente interesse em deixar o UFC. Presente no primeiro evento de MMA promovido pela Netflix em parceria com a Most Valuable Promotions, realizado no último sábado (16), o ex-campeão revelou que deseja encarar Francis Ngannou e vê uma possível saída contratual do Ultimate como caminho para concretizar a superluta.
Ligado há anos a um hipotético confronto contra Ngannou – um dos maiores combates nunca realizados no UFC -, Jon Jones admitiu que hoje o principal obstáculo não é esportivo, mas contratual. Apesar de aposentado, o americano segue vinculado exclusivamente à organização presidida por Dana White.
“Preciso me concentrar em tentar rescindir meu contrato com o UFC. Essa será a parte mais difícil para que essa luta (contra Francis Ngannou) aconteça. Acho que Dana não está interessado em fazer negócios com Ngannou. Fazer isso com a MVP provavelmente seria a única maneira da luta acontecer. Se conseguirmos rescindir meu contrato, seria ótimo”, declarou Jon Jones.
A fala reforça o aparente desgaste entre “Bones” e o UFC. Recentemente, surgiram rumores de que Jones sonhava em retornar no card especial do UFC Casa Branca, em junho, possivelmente contra Alex Poatan. A possibilidade, porém, nunca avançou, alimentando ainda mais especulações sobre insatisfação do veterano.
O cenário envolvendo Ngannou também torna a negociação complexa. Desde que deixou o UFC, o camaronês construiu relação profissional com outras organizações e empresas, além de manter histórico turbulento com Dana White após sua saída como campeão peso-pesado.
Caso a luta realmente migrasse para um evento promovido pela MVP e transmitido pela Netflix, o combate reuniria enorme apelo comercial. Além do histórico esportivo, colocaria frente a frente dois dos nomes mais relevantes da era moderna dos pesos-pesados e finalmente atenderia a uma demanda antiga dos fãs.
Aos 38 anos – completa 39 em julho -, Jon Jones construiu uma carreira histórica no MMA. Campeão dominante nos meio-pesados e posteriormente também nos pesos-pesados do UFC, “Bones” acumulou vitórias sobre nomes como Daniel Cormier, Glover Teixeira, Ciryl Gane, Stipe Miocic, Lyoto Machida e Maurício Shogun.
Seu cartel profissional soma 28 vitórias, uma derrota por desclassificação e um no contest. Para muitos analistas e atletas, trata-se do lutador mais talentoso e completo da história do esporte.
Agora, mesmo aposentado, Jones volta a movimentar o mercado ao abrir possibilidade para um capítulo inesperado: encerrar sua relação com o UFC para buscar, fora da organização, uma das superlutas mais aguardadas da última década.
