Ação movida por veterano da Força Aérea e ativista cívica questiona legalidade do UFC Casa Branca e pede suspensão do card, marcado para o domingo (14) (Foto: Divulgação/Casa Branca)
A poucos dias de sua realização, no próximo domingo (14), o UFC Casa Branca passou a enfrentar um obstáculo inesperado fora do octógono. O histórico evento programado para acontecer no gramado da residência oficial do presidente dos Estados Unidos se tornou alvo de uma ação judicial que busca impedir sua realização.
A iniciativa foi apresentada por Paul Romano, veterano da Força Aérea americana, e pela ativista Susan Douglas, que alegam possíveis irregularidades envolvendo a utilização de espaços públicos federais para fins privados.
De acordo com informações divulgadas pelo site “MMA Fighting”, os autores do processo sustentam que áreas simbólicas de Washington, como o gramado sul da Casa Branca e o Lincoln Memorial, estariam sendo utilizadas pelo UFC em desacordo com normas federais. Além disso, a ação aponta supostos benefícios financeiros para figuras ligadas ao evento, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do UFC, Dana White.
Em declaração incluída no comunicado enviado à imprensa, Susan Douglas criticou duramente a realização do show esportivo em locais considerados patrimônios nacionais. Segundo ela, a utilização dessas áreas representa uma apropriação indevida de espaços públicos.
“O presidente fez um acordo para entregar dois dos monumentos mais preciosos da América a uma empresa privada para que ele e seus aliados pudessem lucrar com eles. Isso é corrupção. Esses monumentos pertencem a todos nós, americanos, não a Dana White, não a anunciantes como a ‘Crypto.com’ e não a Donald Trump. Estamos pedindo ao tribunal que faça cumprir a lei porque o governo se recusa a fazê-lo”, declarou Susan Douglas.
A ação judicial se apoia em três principais argumentos. O primeiro questiona possíveis violações de acordos firmados com o Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos, que restringiriam a realização de eventos esportivos em determinadas áreas federais.
O segundo ponto envolve a estrutura conhecida como “A Garra”, que, segundo os autores, não teria recebido autorização do Congresso para ser instalada. Já a terceira alegação aborda eventuais gastos públicos relacionados à recuperação do gramado após a realização do evento.
Além disso, o advogado Samuel T. Ward-Packard afirma que o UFC Casa Branca poderá gerar benefícios econômicos diretos e indiretos para pessoas ligadas à organização do espetáculo. Entre os argumentos apresentados, estão a suposta aquisição de ações da TKO por Donald Trump e a comercialização de pacotes VIP de alto valor para o evento. Paralelamente, os responsáveis pela ação solicitaram uma liminar que poderia suspender temporariamente o card enquanto o caso é analisado pela Justiça.
Mesmo diante da disputa judicial, o UFC segue trabalhando normalmente para a realização do evento marcado para o próximo domingo (14). O card contará com a disputa de unificação do cinturão dos leves entre Ilia Topuria e Justin Gaethje na luta principal, enquanto Alex Poatan enfrentará Ciryl Gane pelo cinturão interino dos pesos-pesados no confronto coprincipal. Diego Lopes e Maurício Ruffy também representam o Brasil na programação da noite.
