John Martin afirma que organização fará o possível para atender ao desejo de Cyborg, mas admite que retorno definitivo de Ronda Rousey ainda depende de negociações (Foto: Reprodução)
A fusão entre a PFL (Professional Fighters League) e a MVP (Most Valuable Promotions) já começa a movimentar o mercado dos esportes de combate. Poucas horas após o anúncio oficial da criação da nova plataforma, batizada de “MVP MMA”, um confronto histórico voltou a ganhar força: Cris Cyborg contra Ronda Rousey, duelo que durante anos esteve entre os mais desejados pelos fãs, mas nunca saiu do papel.
A responsável por reacender a discussão foi a própria Cris Cyborg. Pelas redes sociais, a brasileira aproveitou o momento para pedir que a nova organização trabalhasse na realização da luta. A provocação rapidamente chegou aos dirigentes da empresa, que responderam de forma bastante positiva.
Em entrevista ao portal “Home of Fight”, o novo CEO da companhia, John Martin, revelou que a possibilidade já foi debatida internamente e garantiu que fará o possível para transformar o confronto em realidade.
“Primeiro de tudo, estou focado na Cris Cyborg lutando em Tampa. Mas o que a Cris Cyborg quiser fazer, nós vamos tentar realizar. Eu estava conversando um pouco mais cedo com o Jake (Paul) e o Nakisa (Bidarian) sobre a Ronda (Rousey) e quais são as aspirações dela. Obviamente teremos que alinhar tudo isso, mas de novo: seria algo incrível para os fãs!”, afirmou.
Desafios para tirar a luta do papel
Apesar do entusiasmo da direção da nova organização, o caminho até uma eventual superluta ainda apresenta obstáculos importantes. Antes de pensar em um duelo contra Ronda Rousey, Cris Cyborg tem compromisso marcado para o dia 22 de agosto, quando colocará o cinturão peso-pena da PFL em jogo diante da compatriota Ketlen Vieira, em Tampa, nos Estados Unidos.
Do outro lado, a situação de Ronda Rousey gera ainda mais dúvidas. A ex-campeã do UFC retornou recentemente aos esportes de combate após quase uma década afastada, participando do primeiro evento de MMA promovido pela MVP na Netflix. Na ocasião, finalizou Gina Carano em apenas 15 segundos, mas deixou claro logo depois que aquela apresentação tinha caráter especial e que sua intenção era voltar à aposentadoria.
Mesmo sem qualquer negociação oficial confirmada, a criação da MVP MMA abre um cenário inédito para que duas das maiores estrelas da história do MMA feminino finalmente dividam o mesmo cage. Se depender da disposição da nova empresa, a possibilidade está longe de ser descartada.
