Mackenzie Dern diz ter uma criação tradicional e afirma que mulheres podem ser independentes, mas ainda prefere o homem assumindo a liderança (Foto: Reprodução)
Mackenzie Dern entrou em uma discussão que vai além do octógono às vésperas de sua primeira defesa de cinturão no UFC 330. Campeã peso-palha, a brasileira enfrenta Gillian Robertson neste sábado (15), na Filadélfia (EUA), mas também chamou atenção ao comentar uma declaração feita por Ian Machado Garry, desafiante de Islam Makhachev na luta principal do evento. Com uma visão diferente da apresentada pelo irlandês, Mackenzie defendeu um modelo mais tradicional de relacionamento e afirmou gostar da figura masculina como líder.
Recentemente, Ian Garry declarou que acredita que o mundo seria um lugar melhor se fosse governado por mulheres e também revelou possuir um lado feminino bastante aflorado. A declaração gerou críticas de nomes como Josh Hokit, Sean Strickland e Valter Walker, além de diversos fãs de MMA. Durante o media day do UFC 330, Mackenzie Dern foi questionada sobre o assunto e, de maneira ponderada, explicou que sua criação influencia sua visão sobre os papéis de homens e mulheres.
“Isso é muito complicado. Eu venho de uma criação um pouco mais tradicional. Obviamente, as mulheres da minha família são muito fortes, independentes e elas me ensinaram a ser uma mulher forte. Mas não sei. Gosto do cara protegendo, liderando, fazendo essas coisas”, disse.
A campeã peso-palha reforçou que valoriza a independência feminina, mas afirmou que não vê contradição em preferir uma dinâmica na qual o homem assuma a liderança. Para Dern, a força da mulher não precisa impedir que ela também conte com o parceiro em situações de dificuldade.
“Gosto de relaxar, mas se eu precisar entrar na guerra com ele, irei. Mas sim, sou mãe e faço coisas do tipo. Então, acho muito bom que as mulheres sejam fortes. Não dependemos dos caras. Podemos ser independentes, mas gosto do homem assumindo a liderança”, concluiu.
Lenda do Jiu-Jitsu
Aos 33 anos, Mackenzie Dern é uma das principais representantes do Jiu-Jitsu no MMA e chega ao UFC 330 como campeã da divisão peso-palha. A brasileira iniciou sua carreira profissional no MMA em 2016 e estreou no UFC dois anos depois. Desde então, construiu um cartel de 16 vitórias e cinco derrotas, com triunfos importantes sobre Amanda Ribas, Angela Hill, Lupita Godinez, Tecia Torres e Virna Jandiroba, esta última derrotada duas vezes pela campeã.
