Charles do Bronx rebateu as declarações de Arman Tsarukyan, explicou por que voltou aos treinos após a morte de Allan Puro Osso e reforçou que jamais fugiu de uma luta no UFC (Foto: Reprodução/UFC)
Pouco mais de uma semana após Arman Tsarukyan acusar Charles do Bronx de utilizar a morte de Allan “Puro Osso” Nascimento como justificativa para evitar uma revanche no UFC, o brasileiro decidiu responder às declarações. Em entrevista ao canal “Olhar da Luta”, o ex-campeão dos leves e atual detentor do cinturão “BMF” afirmou que o armênio utilizou a situação para criar rivalidade e gerar “hype”, além de reforçar que nunca recebeu uma proposta oficial para o segundo confronto entre os dois.
Charles explicou que o retorno aos treinamentos poucos dias após o falecimento de Allan não significava que estivesse se preparando para uma luta. Segundo o brasileiro, a decisão de voltar à academia esteve diretamente relacionada à necessidade de permanecer próximo aos amigos e companheiros de equipe da “Chute Boxe Diego Lima” durante o período de luto. Charles do Bronx também fez questão de deixar claro que não tem qualquer receio de enfrentar Tsarukyan caso o UFC volte a colocar o duelo em seus planos.
“Só voltei a treinar porque quero estar perto da academia. Muita gente usa uma faísca ou outra para causar problema, para alfinetar. Arman Tsarukyan postou que não sabe porque não aceitei a luta e logo depois me viu no treino. Te respeito demais, não tenho medo de lutar contra você. Luto com você a qualquer hora e momento. Porém, a luta não chegou para mim: ‘Olha, vai ser tal dia’. Única coisa que chegou para mim era se eu lutaria agora, e eu falei que agora não, que lutaria lá para novembro, mais para frente. E o UFC não falou nem que sim, nem que não. Aí aconteceu o que aconteceu com o Allan, e eu tenho que ouvir coisas como essas: ‘Ah, mas já voltou a lutar? Não entendi’. Muita gente usa essas partes para alfinetar e ganhar hype em cima de algo que não tem”, explicou o brasileiro.
Ao explicar sua postura, Charles do Bronx admitiu que, caso a revanche contra Tsarukyan tivesse sido oficialmente marcada para o UFC 331 e o falecimento de Allan tivesse ocorrido durante sua preparação, ele teria optado por deixar o combate. Para o brasileiro, existem situações pessoais que estão acima de uma disputa de cinturão ou de qualquer compromisso profissional, mas isso não significa que tenha fugido do confronto. Pelo contrário, o ex-campeão destacou seu histórico de aceitar desafios mesmo em condições adversas.
“De nenhuma forma eu corri da luta. Se a luta tivesse sido marcada para aquela data que vai ser a luta do Ruffy (UFC 331), e acontecesse o que aconteceu com o Allan, eu teria saído da mesma forma. Contra você, pelo título, ou contra qualquer outra pessoa eu sairia. Tem coisas na vida que são maiores que um cinturão, são muito mais importantes. Mas não saí da luta, porque em nenhum momento foi assinado o contrato. Só para deixar claro, eu não corro de luta. Nunca corri de luta nenhuma. Já lutei até lesionado e mesmo assim fui lá e lutei. Esse fardo nunca vou carregar nas minhas costas, sempre lutei todas as lutas que me chamaram”, finalizou.
Caminhos diferentes no UFC
Enquanto Charles do Bronx segue sem luta oficialmente anunciada, Arman Tsarukyan já tem novo compromisso definido. O armênio enfrentará o brasileiro Maurício Ruffy no co-main event do UFC 331, marcado para 19 de setembro, em Los Angeles (EUA), em confronto que pode ter grande peso na corrida pelo topo da divisão dos leves.
Já Charles, atualmente número 3 do ranking da categoria, mantém como uma de suas prioridades uma revanche contra Justin Gaethje pelo cinturão dos leves. O americano, porém, ainda não indicou quando pretende retornar ao octógono para colocar o título em disputa.
