Charles do Bronx relembra domínio sobre Max Holloway e garante que usará todas as áreas da luta para enfrentar Diego Lopes no UFC 335, em dezembro (Foto: Reprodução/Instagram)
Charles do Bronx não pretende mudar seu estilo de luta para corresponder às expectativas criadas em torno do cinturão “BMF” do UFC. Conhecido por seu Jiu-Jitsu de alto nível e por ser o maior finalizador da história da organização, o brasileiro questiona a ideia de que o título de atleta mais casca-grossa exige, necessariamente, confrontos marcados pela trocação franca. Em entrevista ao site “MMA Fighting”, o paulista defendeu que o verdadeiro espírito do MMA está justamente na combinação de diferentes modalidades.
Como exemplo, Charles citou sua atuação contra Max Holloway, quando utilizou a luta agarrada para neutralizar o havaiano. A estratégia, apesar de eficiente, recebeu críticas de fãs e de personalidades do esporte que esperavam uma disputa mais aberta em pé. O brasileiro, porém, não vê motivos para alterar sua abordagem e garantiu que pretende explorar todas as suas habilidades no confronto com Diego Lopes, marcado para dezembro.
“O que eu fiz com o Max (Holloway), ninguém da divisão fez. Tirei o Max para nada, tanto em pé quanto no chão. Meu domínio de solo foi 100%. Mas dizem: ‘Ah, a luta de BMF tem que ir para se quebrar’. Então, sendo bem verdadeiro, o cinturão está aqui, leva para lá. Porque esse cinturão não serve para mim. Sou um lutador de MMA, sou um cara completo, tanto em pé quanto no chão. Para a luta com o Diego, estou indo sem pressão nenhuma. Simplesmente indo para mostrar um Charles melhor do que o contra o Gamrot, Max, e assim por diante. Cada vez mais completo no ‘game’. A gente não vai lutar Boxe, Muay Thai, Wrestling ou Jiu-Jitsu. A gente vai fazer MMA. O que é o MMA? Mistura das artes. Estou indo 100% completo para essa luta”, explicou Charles.
Do Bronx mira novo title shot após duelo brasileiro
Aos 37 anos, o faixa-preta segue determinado a recuperar o cinturão linear dos pesos-leves. Charles do Bronx acredita que uma vitória sobre Diego Lopes poderá fortalecer sua candidatura a uma nova disputa pelo título e já demonstrou interesse em voltar a enfrentar os principais nomes da categoria. Recentemente, inclusive, cobrou uma definição de Justin Gaethje, atual campeão, sobre a possibilidade de aposentadoria após a vitória sobre Ilia Topuria no evento realizado na Casa Branca, em junho.
O confronto entre Charles e Diego será a luta principal do UFC 335, marcado para 12 de dezembro, na T-Mobile Arena, em Las Vegas. Além do cinturão BMF, o duelo representa uma oportunidade importante para o paulista reafirmar sua posição entre os protagonistas da divisão. No co-main event, Alex Poatan enfrenta o russo Sergei Pavlovich, em busca de uma vitória que o aproxime de uma nova disputa pelo título dos pesos-pesados.
Com dois confrontos envolvendo grandes nomes brasileiros, o UFC 335 encerra a programação de cards numerados da temporada e pode influenciar diretamente os próximos movimentos nas divisões dos leves e dos pesados. Para Charles do Bronx, a estratégia permanece clara: competir com todas as ferramentas do MMA, sem se prender à expectativa de transformar uma luta pelo cinturão BMF em uma disputa exclusivamente de trocação.
