Iasmin Lucindo tem apenas 24 anos de idade e vem de cinco vitórias e uma derrota em suas últimas seis lutas no UFC (Foto: Reprodução/UFC)
O caso de Iasmin Lucindo teve desfecho oficial na última terça-feira (27). Após meses de apuração, a peso-palha brasileira do UFC aceitou a suspensão de nove meses aplicada pela Combat Sports Anti-Doping (CSAD), órgão responsável por supervisionar as políticas antidoping da organização. A punição encerra a investigação iniciada após o resultado adverso registrado em setembro de 2025 e confirmado publicamente em novembro do mesmo ano.
De acordo com o comunicado divulgado no site oficial do UFC, a atleta brasileira testou positivo para mesterolona, um esteroide anabólico geralmente utilizado em tratamentos médicos relacionados a baixos níveis de testosterona. Como a sanção foi aplicada de forma retroativa à data da coleta da amostra, Iasmin Lucindo estará elegível para voltar a competir a partir de junho, sem necessidade de cumprir um período adicional de afastamento.
Ao detalhar as conclusões da investigação, a CSAD destacou a postura colaborativa da lutadora durante todo o processo e afastou a tese de uso deliberado da substância para ganho de desempenho esportivo. A entidade ressaltou que a atleta apresentou documentos oficiais e prestou esclarecimentos que ajudaram a esclarecer as circunstâncias do caso.
“Ao longo da investigação da CSAD, as evidências coletadas indicaram que Lucindo Bezerra não usou mesterolona intencionalmente para obter vantagem de desempenho. Ela cooperou plenamente com a investigação da CSAD, inclusive concedendo uma entrevista detalhada e fornecendo documentação oficial do governo de uma farmácia brasileira onde obteve suplementos alimentares manipulados antes da descoberta adversa”.
Segundo a própria CSAD, a documentação apresentada indicava que a farmácia em questão manipulava regularmente produtos que continham mesterolona, o que abriu margem para a hipótese de contaminação cruzada nos suplementos utilizados por Iasmin Lucindo. Além disso, a quantidade detectada da substância no organismo da atleta foi considerada extremamente baixa, fator que também pesou para a aplicação de uma suspensão mais branda dentro do regulamento.
Aos 24 anos, Iasmin Lucindo segue sendo tratada como um dos principais nomes da nova geração do MMA brasileiro. Nas últimas seis apresentações pelo UFC, a cearense somou cinco vitórias e apenas uma derrota, desempenho que a levou à sétima posição do ranking da categoria peso-palha. Com a suspensão definida e o retorno já datado, a expectativa agora gira em torno de como a atleta será reinserida no cenário competitivo da divisão ao longo do segundo semestre.
