Dana White já deixou claro que não confia em colocar Jon Jones para lutar em um card de peso como o que pretende fazer na Casa Branca em 2026 (Foto: Reprodução)
O futuro de Jon Jones no UFC voltou a ser tema de debate depois que Dana White minimizou a possibilidade de escalar o ex-campeão meio-pesado e peso-pesado no card histórico previsto para ocorrer na Casa Branca em 2026. Durante participação no podcast “Believe You Me”, Michael Bisping saiu em defesa do dirigente e afirmou que a postura cautelosa do mandatário faz sentido diante do histórico recente de “Bones”.
Segundo o ex-campeão peso-médio, o UFC chegou a investir pesado na imagem de Jones antes da aguardada unificação contra Tom Aspinall. A luta acabou não acontecendo, já que o norte-americano optou por abrir mão do cinturão dos pesados e se afastar do esporte.
“Eu não o culpo. Você não pode culpar o cara (Dana White). O que ele fez? Promoveu o Jones, manteve a palavra. ‘Esse é o número 1 peso por peso.’ Eles até fizeram aquele vídeo promocional. Deram a ele US$ 30 milhões, aparentemente (para enfrentar o Aspinall). Não sei se isso é verdade, mas é o número que estão comentando”, declarou Bisping.
O inglês, hoje comentarista oficial do UFC, ainda criticou duramente a atitude de Jones, que após anunciar a aposentadoria viajou para a Tailândia, deixando Aspinall sem adversário e sem definição para o cinturão interino.
“E então, no fim das contas, ele decide mandar um ‘duplo dedo do meio’, vai para a Tailândia, curtir a vida, bagunça com todo mundo, deixa o Tom (Aspinall) esperando sabe-se lá quanto tempo. Aí, quando uma grande oportunidade como o UFC na Casa Branca aparece, ele diz: ‘Oh, oh, pera aí, pera aí, também quero participar.’ Se fosse comigo, eu diria: ‘Vai se f***’”, disparou.
Desconfiança sobre o retorno
As dúvidas sobre o real comprometimento de Jones aumentaram quando, apenas duas semanas após oficializar a aposentadoria, ele voltou voluntariamente ao programa de testagem antidoping, sinalizando possível interesse em retornar. Para Bisping, se o norte-americano realmente deseja estar no card presidencial, terá que se provar antes.
“Se eu fosse o Dana, diria: ‘Certo, você quer lutar na Casa Branca? Prove isso. Lute antes. Você é um peso-pesado, não precisa bater peso, a luta na Casa Branca não vai acontecer antes de junho do ano que vem’”, completou o britânico.
Jon Jones na berlinda
Apesar de Dana White ter revelado que recebeu um pedido de desculpas de Jon Jones, o dirigente mantém postura firme e não pretende incluí-lo no evento histórico sem garantias de comprometimento. Para Bisping, a mensagem do UFC é clara: se “Bones” deseja voltar ao topo, precisará mostrar dentro do octógono — e não apenas com promessas.
