Charles do Bronx vai disputar o cinturão "BMF" em duelo contra Max Holloway no main event do UFC 326, no próximo sábado (7) (Foto: Reprodução/UFC)
Às vésperas do UFC 326, Charles do Bronx demonstra confiança total para a revanche contra Max Holloway, atual detentor do cinturão simbólico “BMF”. O duelo, marcado para o próximo sábado (7), em Las Vegas (EUA), coloca frente a frente dois ex-campeões consagrados e promete alto nível técnico no peso leve.
Experiente e acostumado a enfrentar strikers de elite, Charles do Bronx garante que estudou minuciosamente o estilo do havaiano. Conhecido pelo volume intenso de golpes e movimentação constante, Holloway costuma crescer quando encontra espaço para trabalhar combinações longas. Para neutralizar esse padrão, o brasileiro aposta em pressão contínua, encurtando a distância e limitando o raio de ação do adversário.
“Acho que o jeito de parar ele é ser eu, caçando o tempo inteiro, abafando, colando nele. Me movimentando, botando a mão, colocando os golpes em sequência. Todo mundo sabe que tenho poder de fogo nas mãos. Quando ele fica à vontade, vem forte, mas, quando você abafa ele o tempo inteiro, é outro jogo. E quando falo abafar, não é ficar agarrando e botando para baixo”, analisou Charles, em entrevista ao canal “Laerte Viana na Área – MMA”, no YouTube.
O brasileiro ainda destacou que o estilo agressivo de Max Holloway pode abrir brechas defensivas. Para Charles, o alto volume ofensivo do rival também representa risco, já que expõe contra-ataques bem calculados – especialmente em um combate de cinco rounds, onde timing e precisão tendem a ser determinantes.
“É não deixando ele à vontade para se soltar e lançar as sequências. Tenho que abafar ele. Acho que o cara que bota grande volume se expõe um pouco. Quando parei na frente do (Ilia) Topuria, me expus um pouco. Então, acho que da mesma forma que ele bota muita sequência de golpes, está se expondo também, deixando os golpes para você conectar alguma mão”, afirmou.
O reencontro carrega também um componente histórico. Em 2015, ainda no peso-pena, Charles do Bronx acabou derrotado por Max Holloway após sofrer uma lesão no esôfago no primeiro round. Agora, mais de 10 anos depois e já consolidado como um dos maiores finalizadores da história do UFC, o brasileiro acredita que o contexto é completamente diferente – tanto fisicamente quanto mentalmente.
Aos 36 anos, Charles vive fase de recuperação após vitória consistente sobre Mateusz Gamrot e ocupa atualmente a terceira posição no ranking dos leves. Um triunfo sobre Holloway não apenas serviria como ajuste de contas, mas também o recolocaria de forma definitiva na rota direta pelo cinturão linear da divisão.
