Após ter sido dispensado pelo UFC, o peso-pesado brasileiro Jailton Malhadinho assinou com o ACA, evento russo de MMA (Foto: Reprodução/UFC)
O futuro de Jailton Malhadinho poderia ter seguido um caminho diferente após sua saída do UFC. O peso-pesado brasileiro chegou a receber uma proposta para enfrentar o ex-campeão Junior Cigano em um evento promovido pela empresa “Most Valuable Promotions”, que teria como luta principal o duelo entre Ronda Rousey e Gina Carano, com transmissão da Netflix.
Apesar do grande apelo midiático da superluta e da visibilidade global do evento, a negociação não avançou. Em publicação nas redes sociais, o empresário de Malhadinho, Leonardo Pateira, detalhou que, quando a oferta chegou, o atleta já possuía um acordo verbal encaminhado com o ACA (Absolute Championship Akhmat), organização russa que vem se consolidando no cenário internacional fora do eixo norte-americano.
Segundo o agente, um dos fatores determinantes foi o modelo contratual. Enquanto a proposta da MVP previa apenas uma luta, o vínculo com o ACA contempla múltiplos combates, alinhando-se ao planejamento de carreira do brasileiro, que busca regularidade e presença constante no circuito competitivo do MMA.
“Saiu essa notícia recentemente (proposta para enfrentar Junior Cigano), e a gente confirma a informação. Primeiro de tudo, quando a oferta chegou, a gente já tinha um acordo verbal com a ACA. A segunda coisa: era um contrato de apenas uma luta, e no ACA era um contrato de múltiplas lutas para o Malhadinho, o que acabou sendo muito mais vantajoso pra gente, porque nosso projeto é se manter nesse universo de lutas de MMA. Então não tinha como compensar uma luta contra diversas lutas de MMA”, disse Leonardo Pateira.
Além da questão esportiva, o aspecto financeiro também pesou na decisão. De acordo com o empresário, embora a proposta para o evento liderado pela empresa de Jake Paul fosse considerada interessante, os valores combinados com a curta duração do contrato não superaram o pacote oferecido pela organização russa, que posiciona Malhadinho como um dos nomes de destaque do plantel.
“A terceira questão é que os valores não compensam em comparação com os oferecidos pelo ACA. O Malhadinho está chegando a peso de ouro na organização e está sendo muito bem valorizado. O evento do Jake Paul chegou com um valor legal, mas, ainda assim, não compensou com o curto prazo do que o Malhadinho pode receber no ACA”, concluiu o empresário.
A mudança de organização ocorre após a saída do brasileiro do UFC, mesmo com retrospecto positivo dentro do octógono. Apesar de acumular oito vitórias e três derrotas, o estilo de luta mais cadenciado em combates recentes – como diante de Derrick Lewis e Alexander Volkov – gerou críticas e impactou sua permanência na liga. A derrota mais recente, para Rizvan Kuniev, acabou sendo determinante para o encerramento de seu vínculo com a organização.
Agora, em novo cenário, Jailton Malhadinho inicia uma fase de reconstrução de carreira, com foco em atividade constante e, possivelmente, em uma nova corrida rumo ao cinturão, desta vez fora do principal palco do MMA mundial.
