Mohammed Usman, irmão do ex-campeão meio-médio Kamaru Usman, recebeu longa suspensão e ficará fora do UFC até 2028 (Foto: Reprodução/UFC)
O mistério envolvendo a retirada de Mohammed Usman do UFC Rio, em outubro do ano passado, foi esclarecido na última quinta-feira (15). O peso-pesado nigeriano, irmão do ex-campeão meio-médio Kamaru Usman, testou positivo em um exame antidoping e recebeu uma suspensão de 30 meses aplicada pelo “Combat Sports Anti-Doping” (CSAD). À época, Usman foi retirado do card na semana do evento, o que também resultou no cancelamento da luta contra Valter Walker.
De acordo com a entidade, o teste positivo detectou testosterona, substância proibida em todos os períodos pela política antidoping do UFC. A amostra foi coletada fora de competição, no dia 8 de setembro de 2025, pouco mais de um mês antes do confronto que estava marcado para o dia 11 de outubro, no Rio de Janeiro. O atleta foi oficialmente notificado da infração em 9 de outubro, data que passou a contar como início da punição.
Com isso, Mohammed Usman só poderá voltar a competir profissionalmente a partir de 9 de abril de 2028. A suspensão é considerada severa dentro dos padrões do MMA e refletiu não apenas o uso da substância proibida, mas também a postura adotada pelo atleta durante o processo de investigação.
Segundo o relatório divulgado pela CSAD, o nigeriano tentou inicialmente justificar o resultado positivo com uma explicação considerada falsa pelo órgão regulador. Após ser confrontado com evidências adicionais, Usman acabou admitindo a violação da política antidoping do UFC.
Além do caso envolvendo testosterona, Mohammed também reconheceu que fez uso de “BPC-157” no início de 2025, um peptídeo igualmente proibido. Essa reincidência poderia ter elevado a suspensão para até quatro anos. No entanto, a cooperação posterior do atleta levou a CSAD a aplicar um acréscimo de apenas seis meses sobre a pena base de dois anos, totalizando os 30 meses de gancho, aceitos pelo lutador.
Desde o fim de 2023, o controle antidoping do UFC deixou de ser responsabilidade da USADA. Atualmente, a coleta de exames é realizada pela “Drug Free Sport International”, enquanto a gestão dos resultados e das punições fica a cargo do “Combat Sports Anti-Doping’” (CSAD), órgão independente que supervisiona todo o processo disciplinar da organização.
