Muito aguardado pelos fãs de MMA, duelo entre Jon Jones e Tom Aspinall nunca aconteceu no UFC (Foto: Reprodução/YouTube)
Uma das maiores novelas do primeiro semestre de 2025 no MMA parece, enfim, ter chegado ao fim. A aguardada superluta entre Jon Jones e Tom Aspinall, que deveria unificar os cinturões dos pesos-pesados do UFC, nunca se concretizou — e, de acordo com o próprio ‘Bones’, parte da responsabilidade foi sua. Meses após o impasse, o americano reconheceu o erro e pediu desculpas ao presidente Dana White pela forma como conduziu as negociações.
Durante participação no podcast “No Scripts”, Jon Jones admitiu que havia um acordo verbal para enfrentar o inglês, mas acabou desistindo antes da assinatura oficial. Na ocasião, o campeão anunciou sua aposentadoria, deixando fãs e dirigentes surpresos, enquanto Dana White insistia que a luta ainda estava de pé. Agora, o veterano reconhece que o dirigente tinha razão.
“Meu objetivo mais imediato é tentar entrar no card da Casa Branca (em junho de 2026). Estou dando espaço para o Dana. O Dana mudou a minha vida e a dos meus filhos. Serei eternamente grato a ele. Tínhamos um acordo verbal (para enfrentar o Aspinall) que não deu certo — nada foi finalizado. Admito minha culpa, eu errei. Do jeito que as coisas aconteceram, eu gostaria de poder vê-lo cara a cara e me desculpar para que possamos deixar o passado para trás e voltar a gerar muito dinheiro para o esporte e entreter os fãs”, declarou o ex-campeão.
UFC Casa Branca no horizonte
A “aposentadoria” de Jon Jones durou pouco. Semanas depois de anunciar sua saída do esporte, o americano voltou a cogitar o retorno após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a realização de um card histórico do UFC na Casa Branca, previsto para junho de 2026. Desde então, o ex-campeão dos meio-pesados e dos pesados tenta recuperar espaço junto à organização.
No entanto, fontes próximas ao UFC indicam que Dana White ainda resiste à ideia de escalar Jones para o evento. O dirigente estaria preocupado com a instabilidade do atleta — marcada por desistências repentinas, polêmicas fora do octógono e mudanças de postura que afetam o planejamento da companhia.
Busca por redenção nos bastidores
A recente declaração pública pode fazer parte de uma estratégia de Jones para reconstruir sua imagem e retomar o diálogo com o UFC. O americano tem deixado claro que deseja lutar novamente em 2026, de preferência no histórico evento planejado para a Casa Branca.
Caso consiga a aprovação de Dana White, Jon Jones poderá voltar aos holofotes em um evento que promete reunir lendas do esporte e grandes celebridades políticas. Enquanto isso, Tom Aspinall, que ficou sem a sonhada unificação, deve seguir ativo defendendo o cinturão linear e aguardando o desfecho das negociações para saber se, algum dia, o duelo com o “GOAT” sairá do papel.
