Makhachev foi um reinante campeão nos leves e quer repetir o sucesso nos meio-médios (Foto: Reprodução)
Islam Makhachev chega ao UFC 322, no próximo sábado (15), em Nova York (EUA), com a chance de mexer pesado no tabuleiro da história do Ultimate. O russo, dono de uma sequência impressionante de 15 vitórias consecutivas — sendo cinco em disputas de cinturão nos leves — abriu mão do título para subir de divisão e tentar a coroa dos meio-médios. No Madison Square Garden, o pupilo de Khabib Nurmagomedov encara o atual campeão Jack Della Maddalena e tenta conquistar o segundo cinturão na organização.
O movimento de Makhachev, típico de quem busca legado, colocou seu nome no radar das discussões mais ambiciosas do MMA: a lista dos GOAT, os maiores de todos os tempos. A dominância nos leves, somada ao possível título em uma segunda categoria, dá combustível ao debate que já vem ganhando forma entre ex-lutadores, analistas e os fãs.
Michael Bisping, ex-campeão dos médios e atual comentarista, foi direto ao falar sobre a possibilidade de Makhachev subir ao panteão: “Não me parece certo. Talvez eu não esteja dando o devido crédito a ele (Makhachev). Se você olhar para Anderson Silva, em sua segunda luta no UFC, ele se tornou campeão. Ele venceu Chris Leben e depois venceu Rich Franklin. A maioria dessas 16 vitórias foram em defesas de título. Isso é um pouco diferente. Quando você fala de Jon Jones, também há muitas defesas de título. O mesmo com Georges St-Pierre”, declarou o britânico, que seguiu:
“Certamente não estou criticando a carreira de Islam Makhachev. Não estou apontando defeitos nem desmerecendo seu trabalho. Se ele fizer o que precisa ser feito, acho que sem dúvida ele merece estar nessa discussão (de GOAT do UFC)”, encerrou.
O desfecho do UFC 322 pode não apenas redefinir o topo da pirâmide dos meio-médios, mas também reposicionar Makhachev na história da organização.
