Derrotado em suas duas últimas lutas, Jailton Malhadinho fazia parte do plantel do UFC desde 2022 (Foto: Reprodução/Instagram)
Às vésperas de voltar ao octógono, Jailton Malhadinho decidiu revisitar um dos episódios mais controversos de sua trajetória no UFC. Em outubro do ano passado, Daniel Cormier foi flagrado, nos bastidores do UFC 321, fazendo críticas duras ao brasileiro durante uma conversa que acreditava ser privada com Tom Aspinall, afirmando que o baiano “não sabia lutar”. A gravação ganhou grande repercussão e, agora, Malhadinho resolveu se posicionar publicamente sobre a postura do ex-campeão e atual comentarista do Ultimate.
Em entrevista à “Ag. Fight”, Jailton deixou claro que se sentiu traído pela atitude de Cormier, sobretudo pelo histórico amistoso entre ambos nos encontros dentro do UFC. O brasileiro ressaltou que sempre manteve uma relação respeitosa com o ex-campeão e que as críticas feitas de forma reservada soaram como falta de lealdade, mesmo após o pedido público de desculpas feito por Cormier na época.
“Já até dei entrevista falando sobre isso. Na verdade, eu sou um cara muito verdadeiro. Aprendi isso aí. Não sou um cara falso, não consigo ser falso. Se for para falar na sua cara que eu não gosto de você, eu falo. Se for para falar que gosto muito, eu falo. Mas poxa, chegar por trás de outra pessoa, um cara que faz a mesma coisa que eu e você (lutador), e falar (mal) de você, acho que é falta de caráter no homem”, disse Malhadinho, que seguiu:
“O cara tem que ser homem, chegar e falar na cara: ‘É isso aqui e acabou’. Não ficar de papinho por trás, sendo que sempre fui um cara transparente aqui no UFC. Tratei ele muito bem. Toda vez que ele me via no corredor a gente brincava, tinha até vídeos. Então foi uma falta de caráter dele. Ele não foi verdadeiro, não foi homem”, disparou o peso-pesado.
Alvo frequente de críticas por parte de fãs e analistas, Jailton Malhadinho também comentou sobre a percepção negativa que acompanha seu estilo de luta, baseado no Wrestling e no controle no solo. Na avaliação do brasileiro, os julgamentos são desproporcionais e ignoram o histórico construído desde sua chegada ao Ultimate, apesar do revés recente diante de Alexander Volkov.
“Tirei, obviamente (lições da última derrota). Quem viu a luta ali, viu alguns detalhes e (erros) que cometi. Mas eu acho que a galera me bota muito na cruz. Sou um cara que chegou no UFC botando para quebrar. Desde a minha luta contra o Derrick Lewis que a galera vem me castigando. Mas se for ver meu histórico de lutas, sou um cara muito agressivo e perigoso no que eu faço. Controlo a luta por baixo. E a luta com o Volkov foi um detalhezinho que não deu certo, não estava tão confiante. É ajuste que precisa ser feito. Mas ninguém vai apagar minha história. Só por estar aqui, me sinto muito realizado. Não vai ser crítica nenhuma que vai me abalar”, completou.
Com o discurso afiado e em busca de recuperação, Jailton Malhadinho retorna ao octógono neste sábado (7), no UFC Vegas 113. Depois da derrota para Volkov em outubro, o brasileiro enfrenta o russo Rizvan Kuniev em duelo válido pelo card principal do evento, que acontece no UFC Apex, em Las Vegas (EUA), com peso importante para sua sequência na divisão dos pesados.
