Dana White projeta realizar um evento histórico do UFC na Casa Branca, em junho (Foto: Reprodução/Instagram)
O crescimento do UFC ao longo das últimas décadas atingiu um patamar que poucos imaginavam quando a organização ainda buscava espaço no mercado global de esportes. Em 2025, segundo relatos internos, a empresa já opera em uma escala financeira comparável às maiores ligas do mundo. De acordo com Kayla Harrison, atual campeã peso-galo, o valor de mercado do Ultimate pode girar em torno de 23 bilhões de dólares (cerca de R$ 127 bilhões na cotação atual).
A revelação foi feita durante participação da judoca bicampeã olímpica no programa “The Ariel Helwani Show”. Kayla Harrison contou detalhes de uma conversa informal envolvendo Dana White e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual o tema foi justamente a valorização da marca UFC desde sua venda, em 2016, por cerca de 4 bilhões de dólares.
“Em certo momento, o Trump estava tipo: ‘Eu lembro quando você vendeu a organização por 4 bilhões’, ou algo do tipo. Enfim, eles (Dana e Trump) estavam falando sobre os seus bilhões de dólares e eu estava tipo (risos). Aí o Trump perguntou: ‘Quanto você acha que (o UFC) vale agora?’ E ele (Dana) respondeu: ‘Provavelmente algo em torno de 23 bilhões’. Ele estimou algo próximo de 23 bilhões. E eu até brinquei: ‘É ótimo saber disso antes de eu negociar (com o UFC)’. O Trump achou isso hilário (risos). Sim, eu disse isso na hora”, relatou Kayla.
Embora o número impressione, a estimativa apresentada por Dana White encontra respaldo nos recentes movimentos comerciais da organização. Nos últimos anos, o UFC expandiu sua presença global, aumentou receitas com pay-per-view, patrocínios e eventos internacionais, além de consolidar estrelas capazes de atrair audiências expressivas dentro e fora dos Estados Unidos.
Um dos principais indicativos dessa valorização foi o novo acordo de direitos de transmissão firmado com a “Paramount+”. O contrato, válido por sete anos a partir de 2026, renderá à organização cerca de 7,7 bilhões de dólares — aproximadamente R$ 42 bilhões — superando com folga o vínculo anterior com a ESPN, que se encerra ao fim da atual temporada.
Com uma base global de fãs cada vez maior, contratos bilionários e forte presença midiática, o UFC reforça sua posição como a principal potência do MMA mundial. Se confirmada, a avaliação de 23 bilhões de dólares evidencia não apenas o sucesso esportivo da liga, mas também sua consolidação definitiva como um dos ativos mais valiosos do esporte internacional.

