Site especializado passou a constar derrota de Michael Morales em reality show equatoriano (Foto: Reprodução/UFC)
Apontado como um dos principais nomes da nova geração do MMA, Michael Morales teve sua trajetória colocada sob análise após vir à tona uma suposta derrota sofrida no início da carreira. A controvérsia ganhou força na última terça-feira (6), quando o site especializado “Tapology” passou a registrar um revés do equatoriano ocorrido em 2017, fato que contraria a narrativa de invencibilidade que acompanha o meio-médio do UFC desde sua chegada ao cenário internacional.
O episódio teria acontecido durante a participação de Michael Morales no reality show equatoriano “Última Pelea”, quando o atleta ainda dava seus primeiros passos no esporte. Após vencer sua luta de estreia no programa, o então jovem prospecto acabou sendo finalizado por Ricardo Centeno, compatriota, em um confronto disputado logo após completar 18 anos. A luta, que inicialmente não constava em seu histórico profissional, passou a ser considerada oficial pelo Tapology após revisão dos registros.
🇪🇨 ❌ A video of Michael Morales losing by triangle choke in R1 0:36 seconds into the fight.
— Home of Fight (@Home_of_Fight) January 7, 2026
This was the second fight of his pro MMA career back in 2017 — and remains the first and only loss of his career. pic.twitter.com/vY62I7FtWU
Update on the Tapology record for welterweight phenom Michael Morales. While Morales had been listed up to this point as undefeated as professional, we have added 1 additional professional win and 1 additional professional loss from the start of his career.
— Tapology (@tapology) January 7, 2026
De acordo com a descrição do combate, Morales conseguiu aplicar uma queda logo no início do duelo, ficando por cima no solo. No entanto, Centeno reagiu rapidamente, encaixando um triângulo por baixo e conectando golpes até levar o adversário à inconsciência, decretando a finalização. A partir dessa reclassificação, o cartel do equatoriano passou a incluir tanto a vitória quanto a derrota no reality.
A decisão, porém, foi prontamente contestada pelos organizadores do “Última Pelea”. Nas redes sociais, Eduardo Filippini e Nacho Lorduguin negaram que os combates do programa pudessem ser tratados como profissionais, alegando que se tratavam exclusivamente de lutas de exibição, com regras e formatos distintos do MMA profissional.
“No reality, eram lutas de dois rounds com duração de dois minutos. Eram lutas de exibição e ninguém que fez o Última Pelea registrou essas lutas (oficialmente no cartel). Obviamente, quem está fazendo isso é alguém muito mal intencionado, mentindo e mudando a realidade. Não vamos dar palco a essas ações que só prejudicam o esporte e a carreira do maior expoente que tem o Equador neste esporte, e provavelmente a América Latina inteira”, afirmou Filippini.
“O Última Pelea foi concebido sempre como um reality show com lutas de exibição. Escolheram uma luta arbitrariamente e a registraram (como oficial) sem consentimento ou conversa prévia com nenhum dos organizadores. É pura má intenção. As lutas em ‘UP’ foram de exibição”, completou Lorduguin.
Los organizadores del reality Última Pelea donde Michael Morales perdió aclaran que esos combates fueron de exhibición. pic.twitter.com/KvAOkx9JZA
— Daniel Novillo (@mmafanecuador) January 7, 2026
A divergência se reflete também entre plataformas especializadas. Enquanto o Tapology passou a contabilizar a derrota, o “Sherdog” optou por manter o cartel de Michael Morales intacto, sem reconhecer o revés. O impasse reacende um debate recorrente no MMA sobre o que deve ou não ser considerado luta profissional e, ao menos por ora, mantém em aberto a discussão sobre a real invencibilidade de um dos principais nomes do Top 5 dos meio-médios do UFC.
