A possibilidade de Amanda Nunes retornar ao octógono antes do esperado voltou a movimentar os bastidores do MMA. Embora a previsão inicial apontasse para uma reaparição apenas no decorrer de 2026, Ariel Helwani indicou que a brasileira pode abreviar a aposentadoria iniciada em 2023 e reassumir o protagonismo do UFC ainda em janeiro.
Segundo o jornalista, a ex-campeã peso-galo e peso-pena estaria cotada para encabeçar o UFC 324, marcado para 24 de janeiro, em Las Vegas (EUA), em um confronto direto com Kayla Harrison, atual dona do cinturão peso-galo.
Até então, imaginava-se que o tão aguardado duelo entre Amanda e Kayla seria reservado para o histórico UFC Casa Branca, previsto para junho de 2026. No entanto, a inclusão do combate no primeiro grande evento transmitido pela plataforma “Paramount+” pode alterar todo o cronograma. Helwani revelou que a organização pretende abrir a nova parceria com impacto máximo, colocando duas estrelas de peso em um encontro que há anos desperta interesse tanto técnico quanto promocional.
A movimentação faz sentido dentro do cenário atual, já que a Paramount firmou, em agosto, um contrato bilionário — estimado em US$ 7,7 bilhões — para adquirir os direitos exclusivos de transmissão do UFC. Diante de um acordo dessa magnitude, a estreia do serviço com o evento de número 324 exige um card de forte apelo. Por isso, Amanda Nunes desponta como trunfo decisivo para Dana White, especialmente porque o embate com Kayla sempre ocupou o imaginário dos fãs como um dos maiores possíveis no MMA feminino.
O retorno da brasileira também reacende discussões sobre seu legado. Aos 37 anos, Amanda consolidou-se como a figura mais dominante já vista entre as mulheres no MMA. A “Leoa” escreveu sua história ao conquistar os cinturões do peso-galo e do peso-pena, mantendo-se por anos no topo e assegurando uma vaga no Hall da Fama. O duelo contra Kayla adicionaria um novo capítulo à sua trajetória, colocando frente a frente duas atletas de perfil físico e técnico contrastante, o que tende a gerar análises estratégicas profundas.
Seu extenso cartel, composto por 23 vitórias e cinco derrotas, destaca a regularidade contra a elite do esporte. Entre seus triunfos mais marcantes estão nomes de referência como Cris Cyborg, Holly Holm, Miesha Tate, Ronda Rousey e confrontos contra Germaine de Randamie e Valentina Shevchenko. Esse repertório reforça o peso da possível reestreia e ajuda a explicar por que o UFC cogita acelerar seu retorno.
Caso a data sugerida por Ariel Helwani se confirme, Amanda Nunes protagonizará um dos maiores retornos recentes e terá novamente a chance de influenciar diretamente o rumo da divisão. Enquanto isso, a comunidade do MMA aguarda a decisão oficial, observando atentamente como Dana White equacionará estratégia comercial, expectativa dos fãs e o impacto esportivo que a “Leoa” inevitavelmente causa sempre que volta ao centro do cage.
