Ex-campeão do UFC gera polêmica ao comentar superluta entre Ronda Rousey e Gina Carano, e questiona relevância do MMA feminino (Foto: Reprodução)
Conhecido pelo estilo direto e frequentemente controverso, Sean Strickland voltou a gerar repercussão ao comentar a superluta entre Ronda Rousey e Gina Carano, marcada para acontecer fora do UFC, no dia 16 de maio, com transmissão ao vivo pela Netflix. Durante o media day para o UFC Houston, onde lidera o card contra Anthony Hernandez no próximo sábado (21), o ex-campeão peso-médio utilizou um tom provocativo para avaliar o confronto e reacendeu críticas ao MMA feminino.
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Ao abordar o duelo promovido pela empresa “Most Valuable Promotions” em parceria com a Netflix, Sean Strickland ironizou o apelo da luta e fez comentários depreciativos sobre a trajetória de Gina Carano. Apesar de reconhecer o histórico competitivo e vencedor de Ronda Rousey, o norte-americano adotou uma postura agressiva ao analisar o confronto entre duas das figuras mais populares da história do MMA feminino.
“Ah, vai se ferrar. Ronda e Gina, quem pensou nisso, cara? Elas vão ficar metade nuas? Acho que elas vão estar meio nuas, talvez melhore um pouco. Eu não sei. Vamos ser honestos. Ronda Rousey sabe lutar. Essa v* sabe lutar. Ela é (atleta) olímpica, uma olímpica estranha pra caramba. Acho que ela perdeu algumas lutas pro ex, mas a v* sabe lutar (risos)”, disparou Strickland, que seguiu:
“Gina (Carano) sempre foi ruim. Eu gosto da Gina, ela é super conservadora e era gata. Eu era uma criança quando ela lutava, talvez eu tenha batido uma pra ela naquela época. Era época do Strikeforce, né… Há quanto tempo foi isso? Eu era uma criança, eu tinha o quê? 12 (anos)? Eu batia punheta quando tinha 12 anos (risos)”, ironizou Sean.
Além das críticas individuais, o ex-campeão dos médios do UFC ampliou o discurso e questionou o interesse do público pelo MMA feminino de forma geral – posicionamento que não é inédito em sua trajetória dentro do Ultimate. Para Sean Strickland, o engajamento dos fãs com lutas femininas é limitado, o que, em sua visão, reduz o impacto do confronto entre Ronda Rousey e Gina Carano, programado para acontecer em Los Angeles (EUA).
“Gina, ela sempre foi meio ruim. Ela só era gostosa. E naquela época, o MMA feminino era um pouco pior que agora, o que não quer dizer muita coisa. Sei lá. Vocês se importam com Gina e Ronda? Não? Ninguém está nem aí (para essa luta). Talvez, se você colocar um óleo, jogar umas notas de dólar, aí o pessoal passe a se importar. Mas sério, pouca gente liga pro MMA feminino no geral. É tipo a WNBA (liga de basquete feminino). Ninguém dá a mínima para o esporte feminino. Quem liga? Você pode pegar o cara mais fraco e mole daqui e ele venceria Amanda Nunes”, finalizou.

Polêmicas à parte, Sean Strickland retorna ao octógono em posição de destaque na divisão até 84kg. Escalado para a luta principal do UFC Houston, o norte-americano mede forças com Anthony Hernandez em um confronto direto entre atletas do topo do ranking. O vencedor do duelo deve se consolidar como um dos principais candidatos a uma futura disputa de cinturão na categoria, aumentando ainda mais a relevância esportiva do embate.
