Alexandre Pantoja se lesionou ainda no início da luta contra Joshua Van e perdeu o cinturão peso-mosca no co-main event do UFC 323 (Foto: Reprodução/UFC)
Renomado treinador da American Top Team, Marcos Parrumpinha abriu o jogo sobre o momento vivido por Alexandre Pantoja após a derrota que custou o cinturão peso-mosca do UFC. Em participação no canal “Laerte Viana na Área – MMA”, o treinador detalhou a reação emocional do ex-campeão após sofrer a lesão ainda no início da luta contra Joshua Van e projetou quando o brasileiro deve retornar ao octógono, já mirando uma nova disputa de título em 2026.
Segundo Parrumpinha, a frustração de Pantoja passa diretamente pela impossibilidade de mostrar tudo o que foi construído no camp durante a preparação, tendo em vista que o atleta sofreu a lesão com apenas 26 segundos de combate. O treinador destacou que, mesmo em poucos segundos de luta, já era possível perceber o padrão agressivo e a evolução técnica do atleta, interrompidos por um acidente difícil de prever dentro do contexto do MMA.
“Ele (Pantoja) está puto, né? Porque a gente não conseguiu mostrar o que treinou, o quanto ele evoluiu e estava preparado. Eu acho que, naqueles 30 segundos, já foi suficiente para o pessoal ver como a luta ia se desenrolar. Ele estava o Pantoja de sempre: agressivo, andando para frente… A gente ficou muito triste, porque um acidente desse a gente realmente não prevê. Agora é muito fácil ver especialista dizendo que ele apoiou a mão errada, que tinha que ter feito como no Judô, uma cambalhota, um rolamento… Cara, é o seguinte: existe uma coisa que a gente não tem como prever, que é o instinto”, explicou Parrumpinha.
O treinador também contextualizou a situação a partir da lógica do MMA, ressaltando que decisões tomadas em frações de segundo fazem parte da modalidade. Para ele, o instinto de evitar posições desfavoráveis, como cair por baixo, é algo natural no esporte e não pode ser analisado de forma simplista após o ocorrido.
“Aqueles dois ou três segundos que o cara tem para pensar, ele tomou aquela decisão. Infelizmente, aconteceu o que aconteceu. A gente podia estar hoje comemorando mais uma defesa de cinturão dele, mas estamos tentando ajudá-lo da melhor maneira possível para ele voltar o mais saudável possível e recuperar um cinturão que ele nunca perdeu”, completou.

Pensando no futuro, Marcos Parrumpinha também indicou uma janela mais realista para o retorno de Pantoja ao UFC. De acordo com ele, uma volta antecipada está descartada, especialmente se a organização insistir em datas muito próximas, como fevereiro. O cenário mais viável, segundo o treinador, aponta para o meio de 2026.
“A gente espera que ele tenha tempo hábil para voltar a disputar o cinturão. Tudo vai depender do tempo de recuperação e da agenda do UFC. Se o UFC insistir em Houston, no dia 21 de fevereiro, não existe possibilidade alguma do Pantoja lutar. Nem com um milagre. O mais rápido seria final de maio ou junho”, concluiu o treinador.
