O mistério em torno do aguardado evento do UFC na Casa Branca segue intacto. Durante a coletiva de imprensa pós-UFC 324, realizada no último sábado (24), em Las Vegas (EUA), o presidente da organização, Dana White, voltou a adotar uma postura cautelosa, desta vez acompanhada de visível irritação, ao ser questionado sobre a possível estrutura do card histórico, especialmente no que diz respeito ao número de disputas de cinturão.
A situação ganhou contornos mais tensos quando um jornalista perguntou diretamente ao dirigente se o evento poderia contar com um verdadeiro “festival de cinturões”, hipótese que vem sendo amplamente debatida entre fãs e analistas de MMA. Antes de qualquer especulação ganhar corpo, Dana White tratou de reforçar que nunca confirmou publicamente detalhes sobre a montagem do show ou sobre lutas específicas previstas para a atração.
“Irmão, eu falei isso? Ah, quem disse? Onde você viu isso? Parece legítimo. Eu literalmente não disse nada sobre a Casa Branca e não estamos falando sobre isso, nem pensando nisso”, disparou o presidente do UFC, deixando claro seu desconforto com o tema.
Apesar da negativa de Dana White, os rumores não surgiram do nada. O próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi quem inicialmente afirmou que o evento do UFC na Casa Branca poderia contar com oito ou nove disputas de cinturão, declaração que rapidamente ganhou repercussão internacional e elevou as expectativas em torno do card.
Além disso, a possibilidade de múltiplas lutas por título foi reforçada por Jon Anik, narrador oficial do UFC, que chegou a manifestar publicamente sua torcida para que o evento histórico tivesse seis ou sete cinturões em jogo. Mesmo com essas manifestações externas, a postura de Dana White indica que a organização seguirá controlando rigidamente qualquer informação até que os planos estejam oficialmente definidos.
Enquanto isso, o UFC Casa Branca, inicialmente previsto para acontecer em junho, permanece como um dos projetos mais cercados de sigilo na história recente da companhia. A combinação de apelo simbólico, interesse político e potencial esportivo faz do evento uma incógnita estratégica, cuja revelação completa, ao que tudo indica, só acontecerá quando Dana White decidir “bater o martelo”.
