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Debate sobre regulamentação do professor de artes marciais conta com Minotouro e discute cenário do setor

Debate realizado na última quarta-feira (22) reforçou a reivindicação das federações e também dos professores de artes marciais
Mateus Machado 24/04/2026
Debate sobre a regulamentação da profissão de artes marciais ocorreu na Premium Office Precatório (Foto: Elevaty Esportes)

Debate sobre a regulamentação da profissão de artes marciais ocorreu na Premium Office Precatório (Foto: Elevaty Esportes)

A Premium Office Precatório, localizada na Barra da Tijuca (RJ), foi sede na última quarta-feira (22), de um importante debate sobre a regulamentação da profissão de professor e de instrutor de lutas e artes marciais, em meio ao impasse do Projeto de Lei 3649/20.

O debate teve a mediação de Marcos Castro e contou com a presença de Fabrício Xavier, presidente do Sindilutas. Além disso, estiveram presentes Rogério Minotouro, ex-lutador e lenda das artes marciais; Larry Matos, coordenador de Jiu-Jitsu da Diretoria de Esportes da OAB; Paulo Oliveira, representante da Durão, Almeida e Pontes; Marcelo de Deus, presidente da LJJB (Liga de Jiu-Jitsu Brasileiro); e Felipe Andrade, CEO da Premium Office Precatório.

Um dos principais pontos do debate sobre a regulamentação da profissão de instrutor de lutas e artes marciais e o impacto social para o segmento é a possibilidade de submeter os professores ao sistema CONFEF/CREF, com pagamento de anuidade, além da exigência de formação em Educação Física para atuação profissional, o que gera um grande foco de insatisfação.

“Se a lei for regulamentada, ela vai ter que ser cumprida, e parece que, de fato, será regulamentada. Tem algum tipo de dúvida em relação à regulamentação? Procure a gente no Sindilutas. Não adianta ficarmos chorando, dizendo que não concordamos. Estamos em ano eleitoral. Em academias e projetos sociais, aparecem candidatos em todos os cantos, com promessas mirabolantes. Então, se chegar alguém na sua academia, você pergunta o que ele acha da regulamentação. Se eleito, o que ele pretende fazer. Agora é a hora do compromisso real com o nosso segmento. Promessas vazias, o vento leva. Precisamos de pessoas que possam atuar em defesa das artes marciais e da sociedade”, disse Fabrício Xavier.

Relator do Projeto de Lei 3649/20, o deputado federal Hugo Leal já esteve presente em debates anteriores e, na ocasião, reconheceu a necessidade de amadurecimento de texto.

Grande nome da história do MMA e do Boxe, Rogério Minotouro seguiu a mesma linha de Fabrício Xavier e destacou que o PL precisa de ajustes para não prejudicar professores de artes marciais e instrutores que, há anos, possuem um trabalho consolidado em suas academias e projetos sociais.

“Trata-se de um movimento que é nacional, e a gente está vendo que esse movimento está tendo repercussão apenas no Rio de Janeiro. São vários deputados de todo o Brasil representando o seu estado, então você, que está fora do Rio e São Paulo, sempre fale com o seu deputado, pois está tramitando esse projeto na Câmara dos Deputados e também vai tramitar no Senado, para ele ter atenção e lutar pelo direito do professor de artes marciais”, disse Minotouro, que seguiu:

“Fale com o deputado do seu estado. Professor, fique atento sobre o que está acontecendo, procure entender sobre a lei, porque por meio do seu estado, você pode ajudar toda a classe. Está na hora dos professores se unirem, como faixas-pretas, e todos lutarem pelos seus direitos, para que no futuro você tenha um salário digno, uma aposentadoria digna. Se hoje você não lutar pelos seus direitos, você não estará regulamentado. Você pode até vir a ser regulamentado, mas ter que fazer uma faculdade de Educação Física, o que não é necessário. Esteja pronto para lutar pela sua classe”, concluiu.

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