Após sucesso, ADCC Inclusivo deve seguir para as próximas edições do ADCC aqui no Brasil (Foto: Hugo Elevaty Esportes)
O último fim de semana marcou um momento histórico para o esporte inclusivo brasileiro. Realizado durante o ADCC Open, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, o ADCC Inclusivo proporcionou a mais de 60 atletas com deficiência a oportunidade de competir em um dos maiores eventos de Grappling do mundo.
A iniciativa foi fruto da parceria entre o ADCC South America, organizado por Renato Santos, o Sindilutas, presidido pelo professor Fabrício Xavier, e a Federação das APAEs do Estado do Rio de Janeiro, comandada por Luis Valério, e da APAE Rio, que é liderada por Marcus Soares. O projeto teve como objetivo ampliar o acesso das pessoas com deficiência ao esporte de alto rendimento, promovendo inclusão, acessibilidade e novas oportunidades dentro das artes marciais.
Para Fabrício Xavier, o sucesso da ação representa apenas o começo de um projeto ainda mais ambicioso. Segundo ele, a intenção é expandir o ADCC Inclusivo para outros eventos da organização em todo o país e criar oportunidades para que atletas possam representar o Brasil em competições internacionais.
“O ADCC Petrópolis foi um marco para as artes marciais inclusivas, não apenas no Rio de Janeiro. A gente não pensa em parar por aqui. Queremos ampliar essa parceria para todos os eventos do ADCC e temos uma meta ousada: formar uma seleção de Grappling inclusivo para disputar eventos internacionais. Não estamos falando apenas de luta. Estamos falando de vida, inclusão e acessibilidade. Mostramos que o lugar da pessoa com deficiência ou transtorno é onde ela deseja estar. E, no ADCC, é literalmente entre os melhores”, destacou Fabrício.
O dirigente ainda reforçou o compromisso do Sindilutas com ações voltadas à inclusão: “Essa é uma iniciativa construída a partir de um conjunto de ações que já vínhamos desenvolvendo há algum tempo. O Sindilutas não vai parar, porque temos uma missão muito maior, intimamente ligada à inclusão. Nosso objetivo é servir de inspiração para que outras entidades também desenvolvam projetos permanentes voltados tanto ao inclusivo quanto ao desportivo”, concluiu.
