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Coluna do Jiu-Jitsu: o excesso de termos em inglês no nosso Jiu-Jitsu brasileiro; veja mais e opine

Em seu novo artigo, o professor Luiz Dias deu sua opinião sobre mais um tema importante no Jiu-Jitsu
Redação 28/01/2026
Em seu novo artigo, o professor Luiz Dias deu sua opinião sobre mais um tema importante no Jiu-Jitsu (Foto: Ilan Pellenberg)

Em seu novo artigo, o professor Luiz Dias deu sua opinião sobre mais um tema importante no Jiu-Jitsu (Foto: Ilan Pellenberg)

* Há muito tempo, conversando com amigos do Jiu-Jitsu depois dos treinos, ou mesmo em conversas fora dos tatames, eu noto cada vez mais a inclusão de termos em inglês para descrever posições ou outras situações no Jiu-Jitsu.  Isso já me chama atenção e, de certa maneira, me incomoda há um tempo. 

Por que temos que colocar palavras em inglês no vocabulário da nossa luta se temos tanto orgulho em dizer que treinamos o Jiu-Jitsu Brasileiro? Se é “brasileiro”, temos de ir trocando termos em português para palavras em inglês? Não vejo o menor motivo. No aquecimento, muitos falam em realizar “Drill”. Não pode ser um termo brasileiro?  

Porque não ensinarmos um estrangulamento, ao invés de ser agora, para muitos, o termo utilizado ser “choke”?  Já vi ensinarem usar as pernas ou braços em determinadas posições, em vez de falarem, utilizarem como escudo, para muitos, agora são “usem a perna como “shield”, e por aí vai. 

São muitos exemplos de palavras inglesas em nosso Jiu-Jitsu. Acho isso muito ruim. Vejo isso de maneira negativa. Não precisamos disso. Dar aulas em inglês ou em outras línguas em seminários, tudo certo. Claro que sim. Mas inserir em nosso vocabulário técnico creio ser ruim e desnecessário. Em qualquer lugar do mundo, o Judô, Karatê e outras artes marciais japonesas, quando são ensinadas as posições, os nomes são pronunciados em japonês, o TKD em coreano, e por aí vai. E estão certos. Porque não mantemos essa prática em nossa arte marcial?

Não vejo isso como um avanço ou modernização, eu vejo é uma perda da nossa força. Se podemos aprender termos em japonês, coreano ou outro idioma, por que não podem falar palavras em português? Um dia, aqui na minha academia, um amigo mostrou uma posição dizendo a partir do “side control”. Eu perguntei para ele porque não falava 100 kilos e ele não soube responder.  

Se temos e devemos ter orgulho do nosso Jiu-Jitsu Brasileiro, temos de manter nosso vocabulário em português. O American Jiu-Jitsu utiliza termos em português, porque surgiu do nosso Jiu-Jitsu. Por que fazermos o caminho inverso? Certos termos são antigos, que estão inseridos como arm lock, não vejo problema nenhum. Mas essa atual invasão de termos que até pouco tempo não existiam, eu acho completamente desnecessário. 

Eu não utilizo na minha academia e explico para os meus alunos o meu ponto de vista, e porque nosso Jiu-Jitsu não precisa dessa avalanche de termos da língua inglesa. Essa é somente a minha opinião pessoal, não refletindo a opinião de mais ninguém. Apenas uma observação minha sobre o que tenho percebido há muito tempo. Bom treino a todos.

Para mais informações, veja www.instagram.com/luizdiasbjj/. Caso queira, entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br.

* Por Luiz Dias

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