O jovem Guilherme Oliveira será uma das atrações do Turris Invitational, evento programado para acontecer em novembro (Foto: Reprodução)
Aos 18 anos, Guilherme Oliveira já acumula experiências normalmente encontradas em atletas mais velhos. Campeão brasileiro e sul-americano, o jovem passou a disputar Opens e Trials do ADCC contra competidores mais graduados e, aos 17, terminou em segundo lugar na seletiva do AIGA, em São Paulo, sendo eleito atleta destaque do evento, mesmo enfrentando adultos e faixas-pretas.
A trajetória começou muito antes. Guilherme entrou no Jiu-Jitsu aos três anos, influenciado pelo padrasto, que já treinava e costumava levá-lo para assistir às aulas. Aos 11, decidiu que queria levar o esporte para a vida. Dois anos depois, essa escolha ganhou outra dimensão.
Com apenas 13 anos, deixou a casa da família para morar no alojamento de uma academia em Manaus. A rotina passou a ser praticamente toda dedicada ao tatame, com treinos pela manhã, à tarde e à noite.
“Na minha infância, dediquei praticamente todo o meu tempo ao Jiu-Jitsu”, relembrou.

O primeiro grande resultado veio aos 15 anos, com o título do Campeonato Brasileiro Kids. A conquista marcou também sua graduação à faixa azul. Mesmo ainda pertencendo à categoria infanto/juvenil, Guilherme Oliveira decidiu competir entre os juvenis durante o restante da temporada para ganhar experiência e chegar mais preparado à divisão.
A estratégia trouxe resultados. No ano seguinte, foi campeão do Brasileiro Juvenil 1 e também venceu o Sul-Americano no peso e no absoluto. Na temporada seguinte, voltou ao topo do Brasileiro, novamente conquistando ouro na categoria e no absoluto.
A partir daí, Guilherme passou a buscar testes cada vez mais duros. No circuito do ADCC, entrou em Opens e Trials contra adversários de graduações superiores, incluindo faixas-pretas. No AIGA, voltou a acelerar etapas ao competir com adultos e conquistar o vice-campeonato da seletiva de São Paulo, além do reconhecimento como atleta destaque.
A experiência competitiva também abriu portas fora do Brasil. Através do Jiu-Jitsu, Guilherme Oliveira já teve a oportunidade de conhecer países como Portugal, França, Emirados Árabes e Tailândia, ampliando o contato com diferentes escolas e estilos de luta.
“O Jiu-Jitsu me proporcionou algo que eu nunca imaginaria quando comecei: conhecer o mundo.”
Hoje, aos 18 anos, Guilherme vive integralmente do esporte. Depois de anos em Manaus, deixou novamente uma estrutura conhecida e atualmente mora em Santa Catarina, onde segue sua preparação para uma nova fase competitiva.
A mudança representa mais um passo em uma trajetória marcada por decisões precoces. Desde a saída de casa aos 13 anos até os confrontos contra atletas mais experientes, Guilherme Oliveira construiu sua carreira acelerando etapas e buscando ambientes que aumentassem o nível de exigência.
Agora, o desafio é transformar toda essa bagagem em consistência no cenário adulto. Aos 18 anos, ele chega a essa fase com títulos importantes, experiência internacional e a vivência de quem passou boa parte da infância e da adolescência dentro do tatame. O próximo grande desafio será no evento Turris Invitational, marcado para acontecer no dia 14 de novembro, no Rio de Janeiro.

