Melqui Galvão teve prisão temporária convertida para preventiva, enquanto seu irmão, Enoque Galvão, foi preso nesta terça-feira (26) (Foto: Reprodução)
O cenário do Jiu-Jitsu nacional acompanha novos e graves desdobramentos sobre as investigações envolvendo Melqui Galvão. Nesta terça-feira (26), em Manaus, as autoridades efetuaram a prisão do investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) Enoque Galvão, irmão de Melqui. A confirmação oficial da detenção foi feita pela deputada estadual Alessandra Campelo durante sessão na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
Segundo os detalhes fornecidos pela parlamentar, a captura do policial civil está diretamente ligada às apurações do caso. Enoque Galvão é apontado como suspeito de estupro e importunação sexual contra duas alunas (que tinham 15 anos no período dos fatos) de uma antigo projeto social que era coordenado por Melqui na Zona Norte da capital amazonense.
No plenário, a deputada detalhou o panorama das decisões judiciais: “Hoje foi decretada a prisão preventiva dele (Melqui Galvão), ele que estava em prisão temporária. A gente tem mais seis vítimas nesse pedido de prisão. Crianças com 12 anos, 14 anos, que foram estupradas por ele. E tem mais uma informação. Enoque Galvão também foi preso pela Polícia Civil do Amazonas, por estupro e importunação sexual de menores, crimes similares aos do irmão”, disse Alessandra Campelo.

Anteriormente, no início de maio, o agente de segurança já havia sido retirado de suas atividades profissionais. A medida foi tomada após a própria Polícia Civil do Amazonas encontrar indícios de que Enoque Galvão teria colaborado para a entrada sem autorização de um indivíduo na unidade prisional onde o irmão cumpria prisão temporária, em Manaus.
Naquela ocasião, a linha investigativa ganhou força após a descoberta de um aparelho celular na cela de Melqui Galvão, gerando suspeitas de favorecimento e falhas nos protocolos de segurança da unidade.
Histórico das acusações
Melqui Galvão, nome de destaque no cenário do Jiu-Jitsu, foi detido inicialmente no dia 28 de abril. Os mandados expedidos faziam menção a suspeitas de crimes sexuais, ameaças e invasão de dispositivos informáticos. O processo corre em sigilo pela 2ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes da Comarca de São Paulo.
O estopim para a ação policial na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM-SP) veio por meio do relato de uma ex-aluna de Melqui Galvão, hoje com 17 anos. O inquérito também colheu depoimentos de outras duas jovens que afirmam terem sido vítimas – uma delas relatou que as abordagens abusivas começaram quando ela tinha apenas 12 anos.
Atualmente, Melqui Galvão cumpre a detenção em São Paulo, local onde o Poder Judiciário converteu o regime de prisão temporária para preventiva nesta terça-feira.
