Após quase 10 anos sem lutar, Ronda Rousey precisou de apenas 15 segundos para finalizar Gina Carano em seu retorno ao MMA (Foto: Reprodução/YouTube)
Após quase dez anos afastada das competições profissionais de MMA, Ronda Rousey retornou em grande estilo no último sábado (16), em Los Angeles (EUA), e recebeu uma bolsa digna de superestrela para isso. Escalada para liderar o primeiro evento de MMA transmitido pela Netflix em parceria com a Most Valuable Promotions, a ex-campeã do UFC embolsou 2,2 milhões de dólares (cerca de R$ 11,1 milhões) para enfrentar Gina Carano na luta principal.
Segundo informações divulgadas pelo portal “MMA Junkie”, com dados obtidos junto à Comissão Atlética do Estado da Califórnia, Gina recebeu 1,05 milhão de dólares (aproximadamente R$ 5,3 milhões) para participar do confronto. Outro nome de peso presente no card foi Francis Ngannou, dono da segunda maior bolsa do evento, com 1,5 milhão de dólares (R$ 7,6 milhões).
O valor pago a Ronda Rousey chama ainda mais atenção quando analisado em relação ao tempo de luta. A judoca precisou de apenas 15 segundos para finalizar Carano e conquistar a vitória em seu retorno. Com isso, a americana recebeu uma média impressionante de cerca de 146 mil dólares por segundo dentro do cage – algo próximo de R$ 742 mil a cada segundo de combate.
💰😳 Ronda Rousey made $146K per second for her fight with Gina Carano.
— Home of Fight (@Home_of_Fight) May 17, 2026
An easy $2.2 million for the retirement fight — and we don’t even know if that’s the final number, since disclosed MMA purses are often lower than what main event fighters actually make. pic.twitter.com/lJLLMLRuzh
Além do forte apelo comercial do retorno de Ronda Rousey, o card também contou com presença brasileira. Entre os representantes do país, o maior salário foi destinado a Philipe Lins, que recebeu cerca de R$ 506 mil para encarar Ngannou. Logo atrás apareceram Junior Cigano e Adriano Moraes, ambos com bolsas próximas de R$ 404 mil.
Fechando a lista brasileira, Aline Pereira, irmã de Alex Poatan, recebeu o salário base estipulado pela organização: cerca de R$ 202 mil.
O evento também reacendeu discussões sobre remuneração no MMA. Enquanto o UFC mantém pagamentos mínimos historicamente criticados – tradicionalmente 12 mil dólares para lutar e mais 12 mil em caso de vitória —, a parceria entre Netflix e MVP estabeleceu um piso de 40 mil dólares para todos os atletas do card.
A diferença nos números reforça um debate antigo dentro do esporte e ganha ainda mais relevância diante das críticas recentes feitas por figuras como Ronda Rousey e Jake Paul à política salarial do Ultimate. A estreia da Netflix no MMA, portanto, não movimentou apenas audiência e nostalgia, mas também adicionou combustível a uma discussão estrutural importante sobre valorização financeira dos atletas.
