Junto com Canelo Álvarez, Jake Paul representou o Boxe na lista dos atletas mais bem pagos do mundo, de acordo com a "Forbes" (Foto: Reprodução)
O universo dos esportes de combate voltou a evidenciar a diferença financeira entre o Boxe e o MMA em 2026. Segundo levantamento divulgado pela revista “Forbes”, apenas dois atletas ligados à nobre arte apareceram entre os 50 esportistas mais bem pagos do planeta: Jake Paul e Saul “Canelo” Álvarez. Já o MMA, apesar do crescimento global do UFC e da popularidade cada vez maior da modalidade, terminou novamente sem representantes no ranking.
A ausência reforça um debate que vem ganhando força nos bastidores do esporte nos últimos anos. Pela segunda temporada consecutiva, nenhum lutador de MMA conseguiu espaço na tradicional lista da publicação americana. O último nome da modalidade que figurou com frequência entre os maiores faturamentos foi Conor McGregor, impulsionado não apenas pelas bolsas milionárias no UFC, mas também pelos ganhos empresariais e pela histórica superluta de Boxe contra Floyd Mayweather Jr.
Enquanto o MMA segue distante das cifras mais altas do esporte mundial, o Boxe manteve sua força econômica. Saul “Canelo” Álvarez apareceu como o segundo atleta mais bem pago do mundo em 2026, acumulando aproximadamente 170 milhões de dólares (cerca de R$ 855 milhões). Boa parte da receita foi impulsionada pelo aguardado duelo diante de Terence Crawford, combate que ultrapassou a marca de 41 milhões de espectadores na Netflix.
Já Jake Paul consolidou sua posição como fenômeno comercial ao surgir na 23ª colocação da lista, com cerca de 70 milhões de dólares faturados no período. Além das lutas de Boxe, o norte-americano também ampliou seus ganhos através da atuação como empresário, promotor de eventos e criador de conteúdo digital, fortalecendo ainda mais sua marca fora dos ringues.
A ausência de nomes do MMA no ranking reacende questionamentos antigos envolvendo a divisão de receitas dentro do UFC. Nos últimos anos, atletas, empresários e parte da comunidade do esporte passaram a cobrar uma participação maior dos lutadores nos lucros da organização liderada por Dana White. O debate ganhou ainda mais força após o novo acordo bilionário de transmissão firmado pela companhia com a Paramount, estimado em cerca de 7,7 bilhões de dólares.
Embora o UFC tenha aumentado os bônus de performance distribuídos aos destaques de cada evento – passando de 50 mil para 100 mil dólares -, ainda existe incerteza sobre possíveis reajustes mais significativos nas bolsas pagas aos atletas. Enquanto isso, modalidades coletivas seguem dominando o topo do ranking da “Forbes”, com estrelas do Futebol (Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Karim Benzema) e da NBA (Lebron James, Stephen Curry e Kevin Durant) ocupando a maior parte das dez primeiras posições da lista de atletas mais bem remunerados do planeta.
