Tayane Porfírio recebeu suspensão de três meses da USADA após metabólito da maconha ser encontrado em amostra coletada durante a competição (Foto: Reprodução/Instagram)
Multicampeã no Jiu-Jitsu, Tayane Porfírio perdeu oficialmente a medalha de prata conquistada no Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF 2026. A faixa-preta foi punida por uma violação antidoping após a USADA (Agência Antidoping dos Estados Unidos) identificar a presença de Carboxy-THC, um metabólito do THC (principal princípio ativo da maconha), em uma amostra de urina coletada durante a competição. A suspensão de três meses foi anunciada na última quarta-feira (2).
Tayane Porfírio subiu ao pódio no dia 31 de maio, quando ficou com a medalha de prata na categoria super-pesado. Na mesma data, porém, a atleta foi submetida a um exame antidoping que apontou a presença de Carboxy-THC acima do limite estabelecido pelas regras. Embora a IBJJF não seja signatária do Código Mundial Antidoping, a entidade contratou a USADA para realizar os testes no Mundial, seguindo os padrões estabelecidos pela WADA (Agência Mundial Antidoping).
De acordo com a USADA, Tayane, de 31 anos, conseguiu demonstrar que o consumo de THC ocorreu fora do período de competição e não teve relação com uma tentativa de melhorar seu desempenho esportivo.
Por esse motivo, a atleta recebeu uma pena reduzida de três meses, iniciada em 8 de julho, quando foi provisoriamente suspensa. Como consequência da violação, a brasileira também foi desclassificada do resultado obtido no Mundial e perdeu oficialmente a medalha de prata, além de eventuais pontos e premiações relacionados à campanha.

Nova violação no sistema antidoping
O episódio representa a segunda violação antidoping registrada na carreira de Tayane Porfírio. Em 2019, a faixa-preta recebeu uma suspensão de quatro anos após testar positivo para nandrolona, substância proibida, em exame realizado durante o Mundial da IBJJF de 2018.
Apesar do histórico, a reincidência não resultou em uma punição mais severa neste caso. Segundo a USADA, as regras aplicáveis à situação não determinam o agravamento da pena quando o uso de THC acontece fora de competição e não está relacionado à tentativa de obter vantagem esportiva.
A suspensão poderia ter sido reduzida para apenas um mês caso Tayane completasse um programa de tratamento aprovado pela própria USADA. A lutadora, entretanto, optou por cumprir integralmente os três meses de afastamento determinados pela agência.
