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Treino, rotina, responsabilidade e mais: 5 lições das artes marciais para educar cães

Bernardo Repsold comentou similaridades entre a prática do adestramento e treinamentos nas artes marciais; confira
Diogo Santarém 28/01/2026
Bernardo deu cinco dicas que se aplicam às artes marciais e ao adestramento (Foto: Reprodução)

Bernardo deu cinco dicas que se aplicam às artes marciais e ao adestramento (Foto: Reprodução)

Quem vive o mundo das lutas sabe: energia só vira virtude quando existe controle. Essa mesma regra vale fora dos tatames, ringues e cages, especialmente na convivência com cães – sendo os de grande porte comum entre atletas e praticantes de artes marciais. Segundo o adestrador Bernardo Repsold, comportamento equilibrado não é sorte, é construção – feita com rotina, consistência, responsabilidade e necessidades bem atendidas desde o início.

“Pegar um cachorro pela primeira vez (ou adotar um novo cão) é uma experiência incrível, mas também vem com desafios. Muitos problemas de comportamento que aparecem nas primeiras semanas, como xixi fora do lugar, destruição, latidos e ansiedade, não acontecem ‘do nada’. Na maioria das vezes, eles são consequência de falta de rotina e de necessidades básicas não atendidas”, explica Bernardo.

  • No cage e no quintal, disciplina define tudo: adestrador explica por que o cão não é o vilão

Comum entre lutadores, especialmente de Jiu-Jitsu, o pitbull é um grande exemplo de raça ainda “discriminada”, mas que com foco direcionado demonstra educação, carinho, além de resistência física e alta performance.

Assim como no Jiu-Jitsu, isso não quer dizer que o esporte seja violento e nem tão pouco o animal, embora seja de forte pegada, tanto no esporte como o próprio cão, o que verdadeiramente importa é quem os ensina, ou seja: professor e o adestrador / proprietário do cão.

A seguir, veja as 5 dicas mais importantes para educar o seu cachorro:

  1. Rotina bem definida desde o primeiro dia

Assim como um camp de treino traz previsibilidade ao atleta, a rotina traz segurança ao cão. Horários definidos para comer, passear, brincar e descansar reduzem ansiedade e ajudam o animal a entender o que se espera dele dentro de casa. “A rotina é a base do equilíbrio emocional do cachorro”, explica Bernardo. Sem ela, o cão tende a ficar mais agitado e inseguro.

  1. Alimentação regrada e com horários fixos

A comida vai muito além de matar a fome. Com horários fixos, é possível controlar a ansiedade, criar vínculo com o tutor e até facilitar o treino de xixi e cocô. Um intestino regulado gera previsibilidade – e previsibilidade gera calma. Na prática, é o mesmo princípio da dieta de um lutador: não é só nutrição, é disciplina aplicada.

  1. Energia física gasta cedo evita problemas depois

Um cão – especialmente de grande porte – que não gasta energia tende a criar seus próprios “treinos” dentro de casa: destruição, latidos excessivos e hiperatividade. Bernardo recomenda passeios de 30 a 40 minutos, preferencialmente pela manhã. “Começar o dia com o corpo e a mente mais relaxados faz toda a diferença”, afirma.

  1. Energia mental também precisa ser trabalhada

Morder e roer não são comportamentos ruins – são necessidades naturais. Quando não são direcionadas, viram destruição. Mordedores naturais, ossos apropriados, chifres e brinquedos resistentes ajudam a canalizar essa energia. “Isso acalma o cão e reduz muito a ansiedade”, explica o adestrador. É o equivalente ao treino técnico: não basta cansar o corpo, a mente também precisa trabalhar.

  1. Socialização e obediência constroem respeito

Nos primeiros meses de vida, o cão passa por uma fase decisiva de aprendizado chamada imprinting. É nesse período que ele precisa conhecer pessoas, ambientes, sons e outros cães. A falta desse processo costuma gerar medo e reatividade no futuro. Além disso, comandos básicos como “senta”, “fica” e “aqui” melhoram a comunicação e fortalecem o vínculo. “Obediência não é dominar o cão, é criar clareza, respeito e confiança”, reforça Bernardo.

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